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Vacina de mRNA contra o câncer é testada em mais de 150 pessoas

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Outubro de 2022 às 17h09

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SteveAllenPhoto999/Envato
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Combinando eficácia e segurança, a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA) se tornou bastante popular no combate à covid-19. Esta foi a estratégia adotada pelas vacinas desenvolvidos pelas farmacêuticas Moderna e Pfizer. Após o primeiro case bem-sucedido, cientistas buscam adaptar esses conhecimentos para a imunização ou tratamento de outras doenças, como o câncer. No momento, uma fórmula do tipo é testada contra o melanoma (câncer de pele) em mais de 150 voluntários.

O estudo que envolve o tratamento de pessoas com câncer de pele adota o uso combinado de uma vacina de mRNA e de anticorpos monoclonais, desenvolvidos em parceria com a Moderna e a MSD no Brasil — nos Estados Unidos, é conhecida como Merck.

A Fase 2 do estudo clínico deve ser concluída até o final do ano, segundo as empresas. Caso os resultados sejam promissores, a pesquisa avança para a terceira e última etapa de estudo, onde um número maior de voluntários deve testar o tratamento. Passada esta fase, a terapia será avaliada pelas agência reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.

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Como funciona a vacina contra o câncer que tem a tecnologia das vacinas da covid?

Para entender, as vacinas de mRNA da covid-19 carregam uma molécula de mRNA sintético (material genético), que ensina as células do organismo a produzirem determinadas proteínas, como proteína S (Spike) da membrana do coronavírus SARS-CoV-2. Estas proteínas são produzidas e serão identificadas pelo sistema imunológico. Através delas, o corpo a aprende a reconhecer partes de possíveis inimigos e, com isso, agem antes que a infecção se instale no organismo.

Em tese, o mRNA pode gerar a produção de qualquer proteína que os cientistas querem que o sistema imunológico aprenda a reconhecer e destruir. A partir dessa ideia, outras pesquisas com esta tecnologia ganham forma e são iniciadas. Este é o caso da vacina contra o câncer de pele.

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"A [vacina] mRNA-4157/V940 é projetada para estimular uma resposta imune gerando respostas de células T [um tipo específico de célula do sistema de defesa] com base na assinatura mutacional do tumor de um paciente", explicam as empresas. Em outras palavras, através do mRNA, esta vacina personalizada ensina o organismo a se defender contra as células tumorais do próprio paciente. Neste ponto, cada caso depende de uma vacina nova, já que os tumores não são iguais.

Como é o estudo de Fase 2 da vacina de mRNA contra o câncer?

No estudo clínico de Fase 2 KEYNOTE-942, os pesquisadores testam a combinação entre a vacina de mRNA com o anticorpo monoclonal Keytruda. Ambas as estratégias buscam ativar o sistema imune, "turbinando" o combate ao câncer de pele. No momento, 157 voluntários participam do estudo.

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“Com os dados esperados para este trimestre sobre a PCV [a sigla em inglês para vacina personalizada contra o câncer], continuamos entusiasmados com o futuro e o impacto que o mRNA pode ter como um novo paradigma de terapia no tratamento do câncer”, afirma o presidente da Moderna, Stephen Hoge, em comunicado.

Vale lembrar que, em 2019, foram 1,9 mil mortes em decorrência desse tipo de tumor no Brasil. Quando diagnosticado, é considerado, de modo geral, moderado ou grave, porque tem alta possibilidade de provocar a metástase — a disseminação do tumor para outras partes do corpo, além da pele.

Fonte: MSD