Vacina da Moderna tem eficácia e segurança comprovada para adolescentes

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 25 de Maio de 2021 às 13h30
Tirachard/Envato Elements

Nesta terça-feira (25), a farmacêutica norte-americana Moderna anunciou, de forma preliminar, que a sua vacina desenvolvida contra o coronavírus SARS-CoV-2 também é eficaz em jovens de 12 a 17 anos e que, em junho, deve solicitar licença para expandir o uso da fórmula contra a COVID-19 para a Food and Drug Administration (FDA), nos EUA. Atualmente, a licença é exclusiva para adultos (pessoas com mais de 18 anos).

Caso o uso da fórmula contra a COVID-19 seja aprovada para adolescentes, a vacina da Moderna será a segunda que poderá ser aplicada nos jovens dentro dos EUA. Ainda neste mês, a fórmula da Pfizer/BioNTech obteve licença de uso em adolescentes de 12 a 15 anos. Inicialmente, o imunizante da Pfizer havia sido aprovado para pessoas com 16 anos ou mais.

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Moderna completa testes de eficácia e segurança de vacina em jovens de 12 a 17 anos (Imagem: Reprodução/Halfpoint/Envato Elements)

Testes da vacina da Moderna com adolescentes

Os resultados da vacina contra a COVID-19 foram obtidos a partir de um ensaio clínico que envolveu 3.732 voluntários com idades entre 12 e 17 anos, sendo que apenas dois terços do grupo recebeu duas doses do imunizante da Moderna. Segundo o anúncio, não foram relatados casos sintomáticos da infecção no grupo totalmente vacinado, o que pode corresponder preliminarmente a uma eficácia de 100%.

Além disso, uma única dose deu 93% de eficácia contra casos sintomáticos. “Os casos que ocorreram entre as duas doses foram leves, o que também é um bom indicador de proteção contra doenças”, explicou Saskia Popescu, epidemiologista da Universidade George Mason, para o jornal NYT. Agora, os adolescentes serão monitorados até se completar um ano da segunda dose.

De forma semelhante ao uso adulto, os jovens relataram, como efeitos colaterais, apenas dor no local da aplicação, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e calafrios. “Esses resultados parecem promissores”, afirmou Kristin Oliver, pediatra e especialista em vacinas do Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque. “Quanto mais vacinas tivermos para proteger os adolescentes contra a COVID-19 será melhor”, completou.

Até o momento, o estudo completo da vacina contra a COVID-19 não foi publicado. Além disso, médicos alertam para a dificuldade de medir a eficácia de imunizantes em jovens, porque naturalmente são menos propensas a desenvolver doenças sintomáticas do que os adultos.

No entanto, é uma novidade positiva e a vacinação deste grupo de auxiliar as autoridades no processo de reabertura das escolas e no planejamento escolar. Inclusive, na segunda-feira (24), o prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, afirmou que todos os alunos de escolas públicas da cidade devem retornar ao aprendizado presencial em setembro.

Fonte: NYT  

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