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Sobem para 234 os casos de COVID-19 no Brasil; entenda o que muda

Por| 16 de Março de 2020 às 17h53

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Reprodução/News Break
Reprodução/News Break

Na tradicional live nas redes sociais, hoje (16), o Ministério da Saúde atualizou o número de casos do novo coronavírus SARS-CoV-19 no país. De acordo com as últimas informações do órgão, compartilhadas pelas secretarias de saúde dos estados da federação, são atualmente 234 casos confirmados da COVID-19 no território brasileiro.

Atualmente, também são monitoradas pelo órgão 2.064 suspeitas da infecção. Já outras 1.624 foram descartadas, após resultado negativo em exames clínicos.

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Além disso, três unidades da federação (São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal) já têm transmissão comunitária e local do vírus — quando não se sabe mais quem transmitiu para quem a COVID-19.

Entre os estados brasileiros, São Paulo continua com a maioria dos casos, somando 152 infecções do SARS-CoV-2, mais que o quádruplo do que a segunda região com mais registros. Isso porque em segundo e terceiro lugar estão, respectivamente, o estado do Rio de Janeiro, com 31 casos, e o Distrito Federal com 13 confirmações. Na sequência estão Santa Catarina (7), Paraná (6), Rio Grande do Sul (6); Minas Gerais (5); Goias (3); Bahia (2); Mato Grosso do Sul (2); Pernambuco (2); Alagoas (1); Amazonas (1); Espírito Santo (1); Rio Grande do Norte (1); e Sergipe (1).

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Novo boletim epidemiológico

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitir uma nova classificação do coronavírus em que a doença passa a ser considerada uma pandemia, o Ministério da Saúde emitiu um novo boletim epidemiológico — publicação técnico-científica que instrui sobre questões específicas de saúde pública — com atualizações das recomendações contra a COVID-19.

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De acordo com o documento, "o número básico de reprodução do SARS-CoV-2 foi estimado em 2,74 (2,47 – 3,23), o que significa que, para cada caso, espera-se que ocorram em média de 2 a 3 casos secundários, quando introduzidos em uma população totalmente susceptível". Por isso mesmo, o Ministério da Saúde reforça tanto a importância de se reduzir o contato pessoal, da maneira que for possível.

Entre as novas medidas para lidar com a pandemia, está "considerar a possibilidade de adiar ou cancelar" eventos com aglomeração, sejam eles públicos ou privados, comerciais ou institucionais, postura essa que integra o grupo de medidas não farmacológicas. Também estão entre as recomendações gerais o isolamento de paciente sintomático, seja de forma domiciliar ou hospitalar por até 14 dias. Outra orientação é que contatos próximos a casos confirmados também sejam monitorados.

Além disso, passa a se considerar como "febre temperatura acima de 37,8°" e é essa uma condição indispensável para a busca por atendimento clínico e especializado, de acordo com a publicação. Entre as situações em que se deve coletar amostra respiratória, a febre é mais importante, inclusive, que sintomas como dificuldade respiratória.

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Fonte: Ministério da Saúde (1) e (2)