Referência no Brasil, hospital pediátrico tem recorde de internações por COVID

Referência no Brasil, hospital pediátrico tem recorde de internações por COVID

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 09 de Junho de 2021 às 14h20
Ketut Subiyanto / Pexels

Na segunda-feira (7), o hospital Pequeno Príncipe — considerado o maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil —, em Curitiba (PR), registrou 22 internações de crianças e adolescentes em decorrência da COVID-19, sendo que 7 foram em Unidades de terapia intensiva (UTIs). Este é o maior número desde o início da pandemia do coronavírus SARS-CoV-2.

No hospital curitibano, a maioria das crianças e adolescentes internados apresentava pelo menos uma comorbidade para a COVID-19, segundo afirmou o pediatra Victor Horácio de Souza Costa Junior. “São crianças com doenças neurológicas, renais, diabéticas, cardiopatas. Chama atenção o fato de que essas crianças estão sendo contaminadas em casa. Elas não estavam indo para a escola”, explicou o médico para a Folha de S. Paulo.

Internações pela COVID-19 aumentam em hospital pediátrico de Curitiba (Imagem: Reprodução/Anna Shvets/Pexels)

Para entender a situação enfrentada pelo hospital pediátrico hoje, é preciso acompanhar os números de internações nos últimos meses. Entre março e dezembro de 2020, a instituição registrou 84 internações da COVID-19, sendo cinco óbitos. Neste ano, já foram 125 hospitalizações, com seis mortes.

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Crianças e jovens com a COVID-19 no Brasil

Até o momento, a proporção de internações e mortes do público pediátrico em decorrência da COVID-19  no país em relação ao público geral se mantém estável desde o início. Segundo estimativa, crianças e jovens representam 1,5% das hospitalizações e 0,33% das mortes pelo coronavírus. No entanto, como o país enfrenta um aumento do número absoluto de hospitalizações, esses casos se destacam.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, o aumento desses casos pediátricos reflete o crescimento da COVID-19 em todas as faixas etárias. "São 1.500 mortes, tem muita criança morrendo, mas continuam representando 0,3% do total de óbitos", destacou o médico.

Para o infectologista Francisco Ivanildo Oliveira, gerente médico do Sabará Hospital Infantil, a tendência é que o país identifique cada vez mais casos em crianças e jovens. Isso porque a vacinação já avança em outros grupos, o que já aconteceu nos Estados Unidos e no Reino Unido. Dessa forma, a tendência é que os números caiam para quem já foi vacinado e cresça entre os mais jovens.

Questão das comorbidades nas internações

“Temos um grupo de pacientes jovens transplantados, oncológicos, diabéticos que vão precisar ser vacinados mais cedo. Quem tem mais risco: um adulto jovem de 30 anos saudável ou uma criança de 12 anos cardiopata ou diabética?”, defendeu o infectologista Kfouri sobre a importância de se repensar o planejamento das imunizações no país.

Em alguns países, onde a imunização contra a COVID-19 já avançou de forma significativa, como os EUA e Israel, jovens de 12 e 15 anos já são vacinados contra a COVID-19. Nesses países, são adotadas as vacinas da Pfizer/BioNTech contra o coronavírus.

Fonte: Folha de S. Paulo  

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