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Brasil vai aplicar vacina bivalente da Pfizer em fevereiro; quem pode tomar?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 26 de Janeiro de 2023 às 13h47

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Rthanuthattaphong/Envato
Rthanuthattaphong/Envato

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (26), como deve ocorrer a campanha nacional de vacinação contra a covid-19 neste ano. Segundo a pasta, a partir de 27 de fevereiro, os brasileiros com mais de 70 anos vão começar a receber a vacina bivalente, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer. O novo imunizante será somente aplicado como dose de reforço.

Vale explicar que as vacinas bivalentes representam a última geração de imunizantes contra a covid-19 no mundo. Isso porque imunizam o indivíduo contra a cepa original do coronavírus SARS-CoV-2 — aquela identificada pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan. Só que, além disso, protege contra as descendentes da variante Ômicron, hoje, predominantes no Brasil, como a BQ.1 e a BA.5.

Quem poderá tomar a vacina bivalente da Pfizer contra a covid-19?

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Para coordenar o novo momento da vacinação contra a covid-19 no Brasil, as autoridades de saúde dividiram o acesso à vacina bivalente em cinco fases:

  • Fase 1: a vacina bivalente estará disponível para pessoas com 70 anos ou mais (idosos). Além disso, poderão ser imunizados indivíduos imunocomprometidas ou que vivem em instituições de longa permanência (ILP) e membros de comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2: o imunizante poderá ser aplicado em pessoas com mais de 60 anos;
  • Fase 3: a vacina estará disponível para gestantes e puérperas, independente da idade;
  • Fase 4: o imunizante estará disponível para os profissionais da saúde.

O objetivo do Ministério da Saúde é que pelo menos 90% da população alvo esteja imunizada até o final da campanha — o que será um grande desafio, considerando a baixa adesão no país das doses de reforço. Por enquanto, não foram divulgadas as datas exatas de cada fase, exceto da primeira.

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Qual é o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde?

Com a nova decisão do Ministério da Saúde, todas as pessoas dos grupos prioritários serão imunizadas com as doses bivalentes da vacina contra a covid-19 — a exceção valerá apenas para aqueles indivíduos que não completaram o esquema primário (duas doses), liberado desde 2021 no Brasil.

Vacinado com:Recomendação
Nenhuma dose (D)D1 + D2 + Reforço (REF) com bivalente
D1D2 + REF com bivalente
D1 + D2REF com bivalente
D1 + D2 + REF 1REF com bivalente
D1 + D2 + REF 1 + REF 2REF com bivalente

Vale observar que, antes de ir até a Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber o reforço da vacina, a recomendação é checar, através do telefone ou das redes sociais, se a unidade da sua região tem no estoque a vacina bivalente. A medida é importante, porque prefeituras podem ter calendários e esquemas diferentes da orientação geral por diversos motivos.

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Vai ter sexta dose da vacina da covid-19 no Brasil?

Como é possível ver nas orientações compartilhadas pela pasta, a quarta dose do reforço (sexta dose) não foi liberada para os grupos de risco. Até agora, não há previsão para que isso ocorro. Mudanças no protocolo dependerão da evolução do coronavírus SARS-CoV-2 no país.

Há previsão de liberar a nova vacina da Pfizer para a população em geral?

No momento, o Ministério da Saúde não prevê ampliar o uso das vacinas bivalentes da Pfizer para a população em geral, já que o estoque, hoje, é limitado. Em paralelo, também não se sabe quando e se a terceira dose do reforço (quinta dose) estará liberada para todos. Nas próximas semanas, é possível que novas diretrizes sejam anunciadas, incluindo outros grupos, mas, hoje, não há nada definido.

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Fonte: Agência Brasil