Qual vacina contra COVID-19 pode combater variantes? Eis o que sabemos até agora

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 27 de Maio de 2021 às 15h20
photocreo/Envato

As variantes do coronavírus são razão de muita preocupação por parte dos especialistas, representando um obstáculo extra a ser vencido nessa pandemia. Mas será que nossas principais aliadas nesta luta — as vacinas — são capazes de combatê-las?

Como uma sutil luz no fim do túnel, as vacinas têm mostrado bons resultados mesmo diante de novas variantes. Recentemente, por exemplo, estudos em torno da vacina da Pfizer mostraram eficácia contra a variante descoberta na Índia.

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Os estudos feitos no Brasil indicam que as três vacinas usadas no país (Pfizer, Oxford/AstraZeneca e CoronaVac) são eficazes contra a variante P1, identificada primeiro em Manaus. Os pesquisadores afirmam que as vacinas não estão "ameaçadas" por outras variantes conhecidas, como a britânica ou as identificadas no Rio de Janeiro (P1 e P.1.2). Além disso, um estudo clínico coordenado pelo Butantan com 12,5 mil voluntários já confirmou a eficácia da vacina contra as variantes P1 e P2.

(Imagem: Mufid Majnun/Unsplash)

Já no que diz respeito à variante encontrada na Índia (B.1.617.2), um estudo feito no Reino Unido e divulgado em maio apontou que as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca/Oxford são "altamente efetivas". A vacina da Pfizer demonstrou ser 88% eficaz contra casos sintomáticos da variante indiana duas semanas após a segunda dose, e 93% eficaz contra a variante britânica. Já a AstraZeneca teve 60% de efetividade contra a variante indiana, em comparação com 66% contra a variante britânica. Mas ainda não há informações sobre a eficácia da CoronaVac em relação à variante indiana.

Por enquanto, a variante mais preocupante tem sido a descoberta na África do Sul, mas segundo os especialistas, mesmo ela ainda está coberta pelas vacinas existentes, principalmente para prevenção de agravamento, hospitalização e morte.

Fonte: BBC

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