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Potencial vacina para câncer de pele recebe selo de "terapia inovadora" nos EUA

Por| Editado por Luciana Zaramela | 24 de Fevereiro de 2023 às 15h01

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Elements/twenty20photos
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Nos Estados Unidos, a agência Food and Drug Administration (FDA) classificou uma vacina experimental de mRNA (RNA mensageiro) contra o câncer de pele como "terapia inovadora". Este selo é concedido para acelerar a revisão de dados de terapias consideradas promissoras, quando os tratamentos disponíveis hoje não são eficazes para a cura de determinada doença.

A potencial vacina em análise pela FDA foi desenvolvida pela farmacêutica Moderna e usa a mesma tecnologia dos imunizantes de mRNA que foram popularizados durante a pandemia da covid-19. Além da fórmula, o tratamento envolve o uso do medicamento Keytruda, da MSD.

"A designação inovadora da FDA para terapia reflete a empolgação que temos com a potencial promessa de tratamentos de câncer individualizados", afirmou Stephen Hoge, presidente da Moderna, em comunicado. Segundo Hoge, a eventual aprovação de uso "representa uma nova fronteira no tratamento de melanoma e outros tipos de câncer".

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Quando a vacina de mRNA contra o câncer de pele poderá ser usada?

No momento, a vacina de mRNA é estudada para pacientes com melanoma de alto risco após ressecção completa, ou seja, após a remoção total do tumor. Em tese, o imunizante personalizado e o remédio devem impedir que o câncer volte, após a conclusão do tratamento.

Na segunda fase dos testes clínicos, a terapia inovadora reduziu o risco de recorrência ou morte do câncer de pele em 44% em comparação com o tratamento feito apenas com o medicamento. Após os resultados positivos, as empresas devem iniciar a terceira e última fase ainda neste ano. Outro ponto é que os cientistas também devem expandir a combinação para o tratamento de outros tipos de tumores, incluindo o câncer de pulmão.

No entanto, ainda não há um previsão de quando a terapia estará disponível no mercado para a população em geral, o que dependerá dos resultados da última fase e da liberação da FDA. Posteriormente, os dados serão analisados por outras agências, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

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Fonte: Moderna