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Por que métodos contraceptivos masculinos são tão limitados?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 13 de Outubro de 2022 às 13h33

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Steven Van Loy/Unsplash
Steven Van Loy/Unsplash

Você já parou para pensar que os métodos contraceptivos masculinos são bem limitados? Além do preservativo, a única coisa que os homens podem fazer para garantir que não tenham filhos é recorrer a uma vasectomia, levando em conta que o anticoncepcional masculino ainda está sob pesquisa.

Uma pesquisa feita com mais de 9 mil homens descobriu que mais de 55% estariam dispostos a usar um novo método de contracepção, se viesse à tona. Enquanto isso, um estudo com 2 mil mulheres em descobriu que 98% delas confiariam em seu parceiro para usar um método contraceptivo.

Mas por que as opções são tão limitadas? O desenvolvimento da contracepção masculina tem sido apoiado principalmente por organizações governamentais e não governamentais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, que trabalha com centros médicos acadêmicos.

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No entanto, essas agências frequentemente não têm uma infraestrutura de desenvolvimento de medicamentos comparável às empresas farmacêuticas. Recursos financeiros limitados retardam ainda mais o desenvolvimento. A falta de interesse das empresas farmacêuticas também pode desempenhar um papel nessa limitação.

Ciência investe nos contraceptivos masculinos

Atualmente, os pesquisadores estão analisando vários métodos diferentes de contracepção masculina. Os métodos hormonais são geralmente tomados como um gel aplicado na pele, injeção no músculo ou pílula oral. Esses métodos geralmente contêm testosterona e uma progestina, que suprime os hormônios responsáveis por controlar os testículos e gerar a produção de espermatozóides.

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Os métodos não hormonais geralmente envolvem medicamentos que visam especificamente os órgãos produtores de esperma para diminuir a concentração ou função do esperma. Os medicamentos não hormonais também já estão em pesquisa e chegaram até a mostrar eficácia em animais, mas ainda há muito trabalho pela frente.

A comunidade científica acredita que a colaboração entre os setores acadêmico, governamental, sem fins lucrativos e farmacêutico pode ajudar a fornecer novos métodos contraceptivos masculinos seguros, reversíveis, aceitáveis ​​e acessíveis a todos.

Fonte: Science Alert