Plano de vacinação nacional conta com quatro imunizantes; veja quais

Plano de vacinação nacional conta com quatro imunizantes; veja quais

Por Fidel Forato | 16 de Dezembro de 2020 às 15h21
Fernando Zhiminaicela/Pixabay

Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Saúde apresentou a nova versão do plano nacional de imunização contra a COVID-19. Ainda sem data estimada para o início da vacinação contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o planejamento traz algumas novidades, como a inclusão das vacinas da Pfizer e da CoronaVac. Além disso, a pasta informou que negocia cerca de 350 milhões de doses de imunizantes para 2021, o que poderia imunizar cerca de 175 milhões de brasileiros.

Mesmo sem uma data oficial para a vacinação contra a COVID-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, espera que as primeiras doses sejam distribuídas em “meados de fevereiro”. Para que isso seja viável, os laboratórios responsáveis pelas vacinas devem apresentar, neste mês, ainda, os dados finais de pesquisa (fase 3), solicitando o registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

(Imagem: Katja Fuhlert/Pixabay)

Sobre a ansiedade que o Brasil (e o mundo) vive para se imunizar contra a COVID-19, o ministro aposta na capacidade histórica do país em programas de imunização. “Para que esta ansiedade, esta angústia? Estamos trabalhando. E não se preocupem com a logística, pois ela é simples. Apesar da dimensão do nosso país, temos toda a estrutura necessária já planejada e pronta”, pontuou Pazuello.

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Vacinas contra a COVID-19 no Brasil

No lançamento do plano de imunização nacional contra a COVID-19, o Ministério da Saúde destacou que poderão estar disponíveis, até o momento, quatro vacinas para a população brasileira, desde que comprovem sua eficácia e segurança. São elas: a vacina de Oxford, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, no Reino Unido; a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan; a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech; e o imunizante da farmacêutica da Johnson & Johnson, a Janssen.

Além desses imunizantes, o ministério também citou negociações, em andamento, com os seguintes desenvolvedores: a farmacêutica indiana Bharat Biotech, responsável pela vacina Covaxin; a farmacêutica norte-americana Moderna, que deve obter aprovação de uso nos EUA nesta semana; e o Instituto de Pesquisa Gamaleya, da Rússia, responsável pela Sputnik V. Também está no radar da administração as doses que poderão ser obtidas através do programa liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o COVAX Facility.

Até o momento, o Ministério da Saúde estima contar com quatro opções de vacina para imunizar os brasileiros (Imagem: Reprodução/ CDC/ Unsplash)

Quem será vacinado contra a COVID-19?

A vacinação contra a COVID-19 mantém as quatro fases de vacinação apenas de grupos prioritários, sendo que as três primeiras devem imunizar 49,65 milhões de pessoas. A seguir, confira quem será vacinado em cada etapa do plano elaborado pelo Ministério da Saúde:

  • Na fase 1, o objetivo será vacinar os trabalhadores da Saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil);
  • Na fase 2, serão focadas pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões);
  • Na fase 3, a previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil controle; diabetes mellitus; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer; e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40);
  • Na fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil).

Inicialmente, a ideia será adotar a vacina de Oxford e da AstraZeneca, que poderá ser fabricada nacionalmente pela Fiocruz, para vacinar profissionais de saúde, idosos e doentes crônicos. Em paralelo, nos grandes centros urbanos, a ideia é adotar a vacina da Pfizer para trabalhadores da saúde que lidam diretamente com infectados pelo coronavírus. De forma diferente, a vacina da Pfizer necessita de uma melhor estrutura de armazenamento e requer refrigeração de -70ºC — demandas inviáveis, no momento, para a maioria dos postos de saúde brasileiros e disponíveis apenas em centros de pesquisa.

Atualmente, o Brasil acumula 6,9 milhões de casos da COVID-19 diagnosticados, sendo mais de 182 mil óbitos em decorrência da infecção. Nas últimas semanas, os índices de contágio e óbitos voltaram a subir. Na terça-feira (15), foram acrescentados 42,8 mil novos casos e 964 mortes, segundo dados levantados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Fonte: Agência Brasil e Estadão  

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