Pfizer e Moderna: agência investiga possíveis reações adversas raras das vacinas

Pfizer e Moderna: agência investiga possíveis reações adversas raras das vacinas

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 12 de Agosto de 2021 às 09h43
RF._.studio/Pexels

Na quarta-feira (11), a agência europeia que regula medicamentos anunciou que investiga três possíveis reações adversas raras causadas pelas vacinas de mRNA (RNA mensageiro) contra o coronavírus SARS-CoV-2. Agora, os efeitos dos imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna são estudados para confirmar (ou não) os possíveis efeitos.

Segundo o comitê de segurança da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), são investigadas as seguintes reações adversas raras:

  • Eritema multiforme, que é uma forma de reação alérgica inflamatória na pele e, normalmente, causada após uma infecção ou uso de um medicamento;
  • Glomerulonefrite, também conhecida como uma inflamação dos rins;
  • Síndrome nefrótica, que causa danos aos pequenos vasos sanguíneos nos rins e desencadeia perda de proteínas através da urina.
Vacinas de mRNA podem estar associadas a novos efeitos adversos raros (Imagem: Reprodução/Rido81/Envato Elements)

O comitê da EMA ainda não detalhou o número de casos que foram associados a essas condições, após o uso de uma vacina de mRNA. No entanto, afirmou que solicitou mais dados sobre esses possíveis efeitos para as farmacêuticas responsáveis. Até o momento, a alteração na bula dos imunizantes não foi solicitada.

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Na União Europeia (UE), mais de 330 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech já foram aplicadas no público local, o que faz esta fórmula ser a mais usada na região. Quanto ao imunizante da Moderna, pouco mais de 43,5 milhões de doses foram administradas. Questionadas pela agência de notícia Reuters, nem a Pfizer e nem a Moderna comentaram sobre as investigações da EMA.

Fonte: Reuters  

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