Publicidade
Economize: canal oficial do CT Ofertas no WhatsApp Entrar

Perder peso é benéfico à saúde mesmo se engordar depois, segundo estudo

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Março de 2023 às 11h08

Link copiado!

AtlasComposer/Envato
AtlasComposer/Envato

Nesta terça-feira (28), a revista científica Circulation publicou um estudo que diz que perder peso pode ser benéfico para a saúde mesmo se a pessoa voltar a engordar posteriormente. Isso porque as pessoas que têm obesidade e recuperam o peso perdido ainda veem melhorias a longo prazo nos fatores de risco para doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Para chegar a essa descoberta, pesquisadores analisaram os dados de mais de 60 mil adultos, referentes a 124 ensaios clínicos de programas comportamentais que incentivam mudanças na dieta ou nos hábitos de exercícios para levar à perda de peso.

Em todos os testes, as pessoas que participaram de programas comportamentais de controle de peso perderam, em média, 2,8 quilos a mais de peso do que as pessoas nos grupos de controle. Eles também recuperaram 0,12 a 0,32 quilo a cada ano após o término do programa.

Continua após a publicidade

Conforme os pesquisadores, as pessoas que participaram de programas comportamentais de controle de peso também tiveram reduções a longo prazo no colesterol, nos níveis de açúcar no sangue e na pressão arterial. Houve evidências, no entanto, de que quanto mais peso é recuperado ao longo do tempo, menores e mais duradouras são essas melhorias.

O que a ciência diz sobre perda de peso

Anteriormente, estudos apontaram que a obesidade tem mais a ver com processos no cérebro do que com força de vontade. Na ocasião, os cientistas analisaram a leptina, conhecida como hormônio da fome. O peptídeo pode ser o principal culpado pela reincidência no consumo excessivo de alimentos gordurosos por indivíduos que passaram por dietas bem-sucedidas para controle da obesidade.

Enquanto isso, um estudo publicado na revista Science Advances sugeriu que os mecanismos moleculares do desenvolvimento do cérebro durante o início da vida são provavelmente um dos principais determinantes do risco de obesidade.

Fonte: Circulation via New Scientist