Parque ou academia? 10 atividades com mais e menos chances de contrair COVID-19

Por Natalie Rosa | 02 de Agosto de 2020 às 08h00
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Mesmo sem a previsão do fim da pandemia da COVID-19, alguns lugares já estão reabrindo, desde que com todos os cuidados necessários de prevenção. Essa reabertura acaba trazendo, claro, alguns visitantes de volta, entre aqueles que não se preocupam e outros que ainda sentem algum receio de começar a voltar à normalidade. É possível classificar, no entanto, quais são os lugares que oferecem um maior risco de contaminação, além dos que menos podem infectar as pessoas com o novo coronavírus. Pessoas vêm escolhendo correr esses riscos para encontrar amigos em um restaurante, viajar para visitar a família ou, ainda, para colocar o corte de cabelo em dia.

Para conscientizar a população sobre o risco de sair de casa durante a pandemia, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) e a médica especialista Dr. Sandra Kesh listaram 10 lugares que são os mais e menos prováveis de haver a contaminação pelo coronavírus SARS-CoV-2; veja quais são:

1. Viagem de avião: risco alto 

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As viagens de avião devem ser evitadas a todo custo até que se tenha uma vacina contra a COVID-19, ou ao menos um tratamento comprovadamente efetivo no combate à doença. Segundo Kesh, aeroportos costumam ser locais de muito estresse e estar sempre repleto de pessoas despreocupadas e apressadas.

"Existe muita distração. O tipo de foco que conseguimos manter com o distanciamento social, o uso de máscara e higienização das mãos, às vezes não funciona porque a nossa atenção fica dispersa, é barulhento e você tenta achar um lugar para ir. Então, mesmo que as pessoas sejam bem intencionadas, as regras tendem a ficar de escanteio", conta a médica.

Além disso, aviões e aeroportos são pontos de encontro de pessoas de todo o mundo, de diferentes estados e cidades, e elas podem vir de países com taxa alta de contaminação, transportando o vírus com elas. Uma vez dentro do avião, não é mais possível se distanciar dos outros passageiros de maneira adequada, sendo arriscado até mesmo se não houver ninguém sentado por perto. Existe, ainda, o fato de ser um ambiente fechado, o que pode fazer com que uma única pessoa contamine o avião inteiro.

Para tentar reduzir esse risco, o uso da máscara deve acontecer em 100% do tempo. É ideal também checar qual é a companhia aérea que está levando mais a sério as medidas de prevenção, buscando ainda voos que estejam mais vazios. Ao entrar no avião, a higienização dos assentos e encostos devem ser feitos de forma intensa, assim como de maçanetas de portas e do banheiro.

2. Comer dentro de um restaurante: risco médio a alto

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São diversos os motivos em que comer dentro de um restaurante é arriscado, e o primeiro é simples: você pode se colocar em uma situação de estar em um ambiente fechado com uma pessoa contaminada. Além disso, você vai precisar tirar a máscara para comer, obviamente, então acaba ficando ainda mais vulnerável. 

Todos por lá estarão sem máscara, com exceção dos funcionários, mas é com eles que você vai interagir por um determinado período e manusear os mesmos objetos. Para evitar a contaminação, se realmente quiser comer em algum lugar, escolha mesas externas e garanta que o local não ficará lotado.

3. Comer em local externo: risco baixo a médio

Comer em locais externos já é um pouco menos arriscado por contar com ventilação e espaço para o distanciamento necessário, mas você e as pessoas ao seu redor não vão estar usando máscara. "Partículas virais e gotículas se dispersam em céu aberto de forma muito mais rápida. Se a máscara não é usada na hora de comer, o risco ainda existe, mesmo sendo menor", alerta a médica.

Para evitar a contaminação pela COVID-19, escolha espaços bem amplos e que as pessoas possam ficar bem espaçadas. É ideal também optar por restaurantes que disponibilizem a divisão entre mesas com alguma barreira de plástico ou outros materiais seguros, e verifique também se todos os funcionários estão usando máscara.

4. Ir ao bar: risco alto

Ir ao bar também não é uma boa opção para o cenário de pandemia. Assim como no restaurante, as pessoas acabam ficando sem máscara para beber, comer e conversar com os amigos. Essas conversas, inclusive, costumam ser de perto devido ao som alto, seja com os colegas ou com os funcionários, então o distanciamento social é praticamente impossível.

"Outro fator de risco é a higiene. Quando foi a última vez que você foi a um bar super limpo? As chances das medidas sanitárias serem a prioridade, em muitos bares, não são boas", explica Kesh. O ideal seria não frequentar esses lugares, mas quem quiser muito sair para beber pode fazer isso em locais abertos.

5. Ir à academia: risco médio

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Ficar em forma malhando em uma academia também é bastante arriscado na pandemia da COVID-19. Em um geral, ambientes fechados não são seguros, mas a decisão de ir a uma academia ou não precisa considerar o tamanho, quantas pessoas estarão por lá e qual é a probabilidade de conseguir se manter a uma distância segura de outros alunos e instrutores. 

Kesh explica que o que torna a academia um dos lugares mais arriscados para contrair o SARS-CoV-2 é o fato de ser um ambiente em que as pessoas mais ficam ofegantes. Isso faz com que a respiração fique mais pesada, aumentando as chances de partículas que, possivelmente, carreguem o vírus sejam espalhadas pelo local. Além disso, o uso de máscaras durante a prática do exercício físico não é seguro, pois a região da boca e do nariz fica bastante aquecida e úmida, o que diminui a eficácia da barragem das gotículas.

Para quem quiser arriscar mesmo assim, também é preciso verificar a ventilação do local e a quantidade de pessoas que estarão no mesmo ambiente. A dica também é conferir com a diretoria se os filtros de ar-condicionado estão em dia com a troca, além de exaustores nos banheiros, e sempre limpar com álcool em gel os equipamentos.

6. Ver amigos em local aberto: disco baixo a médio

Para quem está planejando ver os amigos na pandemia, a indicação é que seja em locais abertos, talvez até mesmo o seu próprio quintal de casa. Assim, é muito mais fácil garantir o distanciamento necessário e controlar quantas pessoas estarão neste encontro. Então, para optar por essa alternativa, esteja de máscaras o tempo todo, limite  quantidade de pessoas que irão se encontrar, higienize sempre as mãos e evite o toque.

7. Ver amigos em local fechado: risco médio a alto

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Encontrar os amigos em local fechado, no entanto, não é a melhor opção, por todos os motivos já citados. A recomendação para quem pretende fazer isso é convidar apenas aqueles amigos de confiança, que possam garantir que não tiveram contato externo antes do encontro, como ter ido a um bar, por exemplo.

A recomendação do CDC é encorajar as pessoas a limitarem quantas pessoas serão vistas quando o encontro acontecer em locais fechados. Tocar em objetos, na pessoa e compartilhar os mesmos ambientes, principalmente por um longo período de tempo, é bastante arriscado. Então, prefira sempre locais abertos, caso realmente deseje fazer isso.

8. Fazer compras no supermercado: risco médio a baixo

Ir ao supermercado é uma das atividades essenciais na pandemia e nem sempre é possível fazer pedidos online, então muitas pessoas não conseguem escapar dessas saídas para garantir a comida do mês ou da semana. O risco de fazer essas compras é médio a baixo, dependendo do ambiente.

Kesh diz que o recomendado é considerar apenas locais que limitem a capacidade máxima de clientes e também que estejam seguindo todas as normas prevenção, como barreiras entre os caixas. Prefira ainda, se possível, ir em horários com menos pico para evitar aglomerações desnecessárias.

9. Ir ao parque: risco baixo

A atividade que menos traz risco é ir ao parque — mas isso não significa que ele não existe. Um parque costuma estar sempre cheio de pessoas e, por mais que seja um espaço aberto, você terá que manter uma distância considerável delas para estar seguro. O ideal é não aglomerar e sempre usar máscaras, caso realmente decida fazer esse passeio.

10. Ir ao salão de beleza: risco alto

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Por fim, nem mesmo ajeitar o corte de cabelo é recomendado até estar vacinado. A ideia de ter uma pessoa mexendo no seu cabelo, bem próxima de você, não parece muito segura, certo? Neste cenário de pandemia, quase ninguém está ficando por menos de 15 minutos perto de alguém por ser arriscado, e um corte de cabelo pode durar muito mais que isso.

Mesmo com o uso de máscaras a todo o tempo, pelo cliente e pelos profissionais, a aproximação infelizmente continua sendo um grave fator de risco. Quem quiser arriscar precisa, pelo menos, escolher um lugar que seja muito bem ventilado, com janelas e portas abertas para a circulação do ar. Muitos salões acabam limitando o número de clientes e funcionário como precaução. Tudo isso precisa ser checado.

Fonte: CNET

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