Origem da COVID? Relatório revela hospitalizações em Wuhan em novembro de 2019

Origem da COVID? Relatório revela hospitalizações em Wuhan em novembro de 2019

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 24 de Maio de 2021 às 13h51
pixabay

Muito ainda se discute e se pesquisa em torno da origem da COVID-19, e recentemente, um relatório dos EUA apontou que vários pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, adoeceram em novembro de 2019 e tiveram que ser hospitalizados, gerando suspeitas de que o SARS-CoV-2 tivesse escapado do laboratório. A China relatou à Organização Mundial da Saúde que o primeiro paciente com sintomas da doença foi registrado em Wuhan em 8 de dezembro de 2019.

O documento produzido pelo Departamento de Estado dos EUA ainda não define qual doença causou a hospitalização desses pesquisadores. Por isso, ainda não se tem uma definição precisa da origem do vírus, além de que ele veio da China. A diretora de Inteligência Nacional, Avril Haines afirmou em abril que "a comunidade de inteligência não sabe exatamente onde, quando ou como o vírus Covid-19 foi transmitido inicialmente", e a posição ainda não foi alterada.

No entanto, pelo menos no momento, acredita-se na teoria de que o vírus provavelmente se originou naturalmente, a partir do contato humano-animal. Ainda assim, é possível que tenha sido originado de um vazamento acidental do Instituto Wuhan, onde pesquisas com coronavírus estava sendo realizada em morcegos.

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(Imagem: twenty20photos/envato)

Com isso em mente, inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a investigar as origens da pandemia. No relatório, a agência escreveu que o risco de um acidente era "extremamente baixo", e que não houve "nenhum relato de doença respiratória compatível com COVID-19 durante as semanas/meses anteriores a dezembro de 2019, e nenhuma evidência sorológica de infecção em trabalhadores por meio de triagem de sorologia específica para SARS-CoV-2".

A China atrasou o acesso ao próprio laboratório, impedindo investigadores internacionais por meses, sob o argumento de que o laboratório foi limpo antes que qualquer análise forense pudesse ser feita. Outro ponto dessa situação é que os investigadores também não foram autorizados a visualizar registros de dados originais.

Fonte: CNN

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