Ômicron pode ser o vírus de mais rápida propagação da história, segundo médicos

Ômicron pode ser o vírus de mais rápida propagação da história, segundo médicos

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Janeiro de 2022 às 15h33
photocreo/Envato

Nesta semana, o médico infectologista norte-americano Roby Bhattacharyya, do Hospital Geral de Massachusetts, afirmou que a Ômicron pode ser o vírus de mais rápida propagação da história. Desde que foi descoberta na África do Sul, a variante chamou atenção por sua alta transmissibilidade. Recentemente, inclusive, especialistas chegaram a fazer uma comparação com o sarampo.

E foi justamente através de um cálculo relacionando a Ômicron e o sarampo que o médico chegou a essa conclusão. Segundo sua análise, um caso de sarampo daria origem a outros 15 casos em 12 dias, enquanto um caso de Ômicron daria origem a outros 216 casos nesse período.

O médico ainda faz uma estimativa preocupante: considerando o cenário que se vive atualmente (ou seja, com direito a vacinação e medidas de proteção contra o vírus), um único caso pode levar a 14 milhões de pessoas infectadas com a variante.

Ômicron é a variante mais contagiosa

Ômicron pode ser o vírus de mais rápida propagação da história (Imagem: photocreo/envato)

Bhattacharyya não é o único especialista que levanta alertas para a transmissão da Ômicron: “É o vírus de mais rápida difusão de toda a história”, opina o médico Anton Erkoreka, pesquisador de epidemias. Ele aproveita para linkar a Ômicron à gripe russa de 1889, uma vez que as duas conseguiram se espalhar pelo mundo em apenas três meses.

Após alguns estudos, a ciência já conta com uma explicação para a maior capacidade de infecção e menor letalidade da Ômicron. Acontece que a variante consegue infectar facilmente as vias respiratórias superiores, mas tem dificuldade em infectar os pulmões.

Pouco depois da descoberta da cepa, especialistas já tinham alertado que a Ômicron poderia ser a variante mais contagiosa. Pesquisadores chegaram a realizar alguns testes de laboratório sobre as principais mutações e descobriram que elas podem ajudar a evitar que os anticorpos inibam a presença do vírus.

Fonte: Agência Brasil

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.