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Obesidade e sobrepeso aumentam risco para 13 tipos de câncer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 23 de Janeiro de 2024 às 11h10

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Puhimec/Envato Elements
Puhimec/Envato Elements

Pessoas com sobrepeso e obesidade têm risco aumentado para 13 tipos de câncer, incluindo câncer colorretal (intestino), câncer de mama e câncer de pâncreas. Por outro lado, as mudanças no estilo de vida e a prática regular de exercícios físicos podem reverter o quadro.

O ponto é que, no Brasil, mais de 60% da população adulta vive com excesso de peso, o que equivale a mais de 96 milhões de pessoas, segundo o IBGE. Isso significa que há um grande número de indivíduos em potencial risco para os mais diferentes tipos de câncer.

Para entender, os indivíduos que têm Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 25 são classificados com sobrepeso. No caso da obesidade, é definida pelo IMC igual ou maior que 30. Além desta ferramenta, outros parâmetros podem ajudar a estabelecer essa condição.

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Obesidade e o câncer

Além de ser fator de risco para hipertensão arterial (pressão alta), diabetes e aumento do colesterol, a obesidade é responsável por 4% a 8% dos casos oncológicos, segundo estudo publicado na revista Cancers.

Inclusive, o excesso de gordura corporal está associado a 13 tipos de câncer, conforme aponta estudo publicado na Public Health

  1. Câncer colorretal; 
  2. Câncer de endométrio;
  3. Câncer de esôfago;
  4. Câncer de estômago; 
  5. Câncer de fígado;
  6. Câncer de mama;
  7. Mieloma múltiplo;
  8. Meningioma;
  9. Câncer de ovário;
  10. Câncer de pâncreas;
  11. Câncer de rim;
  12. Câncer de tireoide;
  13. Câncer de vesícula biliar.
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Por que o risco de câncer aumenta?

Para explicar o aumento do risco de câncer em pacientes, existem diferentes teses. Neste caso, o médico Luiz Gustavo Torres, oncologista da Oncologia D’Or e mestre em Ciência pela Fiocruz/ENSP, foca na questão envolvendo o tecido adiposo. 

Em pessoas com sobrepeso e obesidade, é normal que o tecido adiposo aumente a secreção de substâncias inflamatórias. Por sua vez, o aumento do nível de inflamação entre as células adiposas leva à produção extra de hormônios e fatores de crescimento. 

“Este cenário favorece a divisão celular mais frequente [e maior multiplicação de células], aumentando o risco do surgimento de células do câncer e da multiplicação celular sem controle, o que resulta no desenvolvimento da neoplasia”, pontua o oncologista.

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Prevenindo 13 tipos de câncer

O câncer é provocado por uma complexa interação de fatores. Se o histórico familiar e o avanço da idade não podem ser mudados, outros podem ser alterados. São os casos do sobrepeso, da obesidade, do tabagismo, do sedentarismo, da exposição a substâncias cancerígenas e do consumo excessivo de álcool e alimentos multiprocessados, segundo Torres.

A adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos também são aliadas da saúde na prevenção do câncer. Por exemplo, mulheres que praticam qualquer atividade física têm um risco 13% menor de câncer de mama, conforme aponta estudo da revista Seminars in Cancer Biology.

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Cirurgia bariátrica pode ser aliada

Quando as mudanças no estilo de vida não conseguem auxiliar o indivíduo na perda de peso, é possível recorrer a estratégias mais invasivas, como a cirurgia bariátrica, o que ajuda na prevenção do câncer, segundo estudo publicado na International Journal of Molecular Sciences.

Em média, a cirurgia bariátrica foi associada à redução de 38% da incidência geral de câncer e de 41% dos tumores associados à obesidade. Sendo mais preciso, a operação reduziu o risco de câncer de fígado em 65% e a redução no caso do intestino foi de 37%.

Fonte: Com informações: Cancers, Seminars in Cancer Biology, Public Health e International Journal of Molecular Sciences