Natação pode reduzir sintomas de depressão, afirmam cientistas
Por Nathan Vieira • Editado por Luciana Zaramela |

A natação é o melhor esporte para memória e função cognitiva, e conforme sugere uma recente revisão de estudos científicos, pode reduzir os sintomas da depressão e melhorar o humor. A metanálise publicada na Complementary Therapies in Medicine também sugere que a atividade diminui a necessidade de medicação antidepressiva, desde que se feita com frequência, de maneira consistente.
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O argumento dos cientistas é que a natação promove a liberação de substâncias químicas como a endorfina, a dopamina e a serotonina, também conhecidas como neurotransmissores. Essas substâncias naturais têm um efeito direto no humor do ser humano, ajudando a acalmar e se sentir alegre.
Segundo um estudo publicado na revista Clinics, a natação também pode ajudar o corpo a combater os compostos instáveis capazes de danificar as células cerebrais, além de reduzir o estresse oxidativo, uma condição que atinge especialmente as pessoas com depressão: geralmente, esses pacientes têm níveis mais altos de estresse.
Esse estresse oxidativo decorre de um desequilíbrio entre a geração de compostos oxidantes e a atuação dos sistemas de defesa. Na prática, é o estado em que o nosso corpo fica quando os níveis de antioxidantes não são altos o suficiente para compensar os efeitos nocivos dos radicais livres (moléculas que podem fazer mal à saúde, quando em excesso).
Natação previne ansiedade
A natação também pode reduzir os níveis de cortisol, um hormônio relacionado ao estresse. Acontece que níveis elevados de cortisol resultam em ansiedade. Quando se está calmo e relaxado, os níveis de cortisol são ligeiramente mais baixos.
A revisão de estudos científicos acrescenta, então, que praticar natação com frequência ajuda a aliviar os sinais de ansiedade e ajudar a gerenciar a resposta ao estresse. Uma rotina regular com essa atividade pode ajudar na árdua tarefa de conter essas condições da saúde mental. Os cientistas recomendam praticar por duas horas e meia por semana, ou seja: cada sessão deve durar entre 30 e 60 minutos.
Fonte: Complementary Therapies in Medicine, Clinics, via Psych Central