Ministério da Saúde pretende "vacinar todo mundo" contra COVID-19 em janeiro

Por Fidel Forato | 08 de Setembro de 2020 às 19h20
WhiteSession/pixabay

No combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), a expectativa do Ministério da Saúde é que campanhas de vacinação contra a COVID-19 comecem em janeiro de 2021. É o que afirmou, nesta terça-feira (8), o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello​, durante reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro interino, as primeiras doses do imunizante contra a COVID-19 devem chegar no início do próximo ano e que o plano da pasta é imunizar "todo mundo". "A gente está fazendo os contratos com quem fabrica a vacina, e a previsão é de que essa vacina chegue para nós a partir de janeiro. Em janeiro do ano que vem, a gente começa a vacinar todo mundo", afirmou Pazuello.

Ministério da Saúde prevê que vacinação contra a COVID-19 comece em janeiro de 2021 (Imagem: Dimitri Houtteman/Unsplash)

Como funcionará a vacinação?

O cronograma para a vacinação contra a COVID-19 do ministério prevê que a potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, conclua a terceira etapa dos estudos clínicos com sucesso, atestando eficácia e segurança do composto.

Inclusive, os testes com o imunizante ainda estão em andamento, a partir de parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Além da importação de doses, quando aprovada, a fórmula poderá ser produzida, nacionalmente, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  

É provável que a imunização completa contra a COVID019 seja feita através de duas doses, de acordo com os estudos clínicos até agora divulgados. Com isso, a pasta prevê, para o começo do ano que vem, 100,4 milhões de doses da vacina. Já a segunda dose deve ser disponibilizada no segundo semestre do próximo ano.

Quanto a situação do coronavírus no Brasil, o país contabiliza, até hoje, 4.162.073 casos da infecção, sendo 127.464 óbitos em decorrência da COVID-19. Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a taxa de mortalidade da doença é de 60,7 para cada 100 mil habitantes.  

Fonte: ConassFolha de S. Paulo   

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