Ministério da Saúde defende que insumos para vacinas não sofrerão atrasos

Por Fidel Forato | 22 de Janeiro de 2021 às 13h20
Cottonbro/Pexels

Desde o início desta semana, o Brasil já adota a vacina CoronaVac para imunizar as primeiras milhares de pessoas contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Com estoque limitado de imunizantes, uma série de preocupações foram levantadas nos últimos dias, já que ainda não chegaram insumos no país para a produção de novas doses. Segundo o Ministério da Saúde, não há atrasos na entrega do material.

Em reunião com o Conasems —  conselho que reúne secretários municipais de saúde — na quinta-feira (21), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu que não há atrasos na entrega da matéria-prima para a produção das vacinas no Brasil. Isso porque o contrato do Instituto Butantan prevê a entrega até 10 de fevereiro, enquanto o da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve acontecer até o dia 31 de janeiro. O primeiro prazo da Fiocruz era que chegasse em dezembro, depois foi postergado.

Ministério da Saúde não vê atraso na entrega de insumos para produção de vacinas e espera avalanche de propostas (Imagem: Reprodução/ Thirdman/ Pexels)

"No caso da Fiocruz, a previsão é 31 de janeiro. Ainda não está atrasado, mas estamos nos antecipando. Ainda não posso acionar a empresa que fizemos a encomenda, só posso acionar e acionarei no primeiro dia de atraso, que é final de janeiro", apontou o ministro. Dessa forma, os envios ainda estariam no prazo.

Por outro lado, os laboratórios responsáveis pela produção, respectivamente, da CoronaVac e da vacina de Oxford, já manifestaram preocupação com a entrega dos insumos, parte fundamental do processo de produção das vacinas. Desde domingo (17), o Butantan afirmou que as máquinas da fábrica estão paradas por falta de matéria-prima. Já a Fiocruz ainda não iniciou a produção nacional do imunizante. 

Recentemente, circulou a ideia de que a dificuldade para o acesso aos insumos tivesse conexão com problemas de relacionamento entre o Brasil e a China, uma das maiores exportadoras desses insumos no mundo. Segundo Pazuello, não se trata de uma "discussão política", mas a uma questão "burocrática". 

"Estamos em negociação diplomática com a China. Conversei com embaixador chinês, e solicitei entrevista com ele, que foi feita. Ele vai fazer as gestões necessárias, e colocou para mim que não há discussão política e diplomática, e sim burocrática, e vai ver onde está o entrave e ajudar a destravar", completou.

Ministério da Saúde e vacinas

"Em janeiro, começo de fevereiro, vai ser uma avalanche de laboratórios apresentando propostas, porque são 270 iniciativas no mundo. Temos que ter atenção e muito cuidado para colocar todas elas disponíveis o mais rápido possível dentro da segurança e eficácia", aposta Pazuello. Na ocasião, também reforçou a importância de que as pessoas "confiem no SUS [Sistema Único de Saúde]".

Na quinta-feira, o Ministério da Saúde também garantiu que as duas milhões de doses da vacina de Oxford, esperadas desde a semana passada, devem desembarcar no Brasil na tarde desta sexta-feira (22). O novo montante de doses será responsável por imunizar até um milhão de brasileiros contra o coronavírus, já que a vacinação completa demanda duas doses.

Fonte: Folhapress via Yahoo

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