Ministério da Saúde anuncia compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin

Por Fidel Forato | 26 de Fevereiro de 2021 às 14h25
Maksim Goncharenok/ Pexels

Na quinta-feira (25), o Ministério da Saúde anunciou a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, desenvolvida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech e representada Precisa Medicamentos no país. O acordo para a importação das doses da vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), ainda não aprovada para uso no Brasil, custará R$ 1,614 bilhão.

De acordo com o Ministério da Saúde, as primeiras oito milhões de doses do imunizante contra a COVID-19 devem começar a chegar em março, em dois lotes de quatro milhões. As entregas devem acontecer de 20 a 30 dias após a assinatura do contrato. Em abril, chegam mais oito milhões de doses de imunizantes importados da Índia, no prazo de 45 e 60 dias após a oficialização da compra. Em maio, é esperado o último lote de doses, com quatro milhões de unidades.

Vacina ainda precisa da aprovação da Anvisa

Após a chegada dos lotes, a aplicação de doses da vacina Covaxin contra o coronavírus ainda dependerá da autorização de uso emergencial ou definitiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as análises para se obter uma licença, a farmacêutica responsável deve apresentar detalhes do estudo clínico, como questões de segurança e eficácia da fórmula contra a COVID-19. 

Ministério da Saúde anuncia compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin (Imagem: Reprodução/ Torstensimon/ Pixabay)

Até o momento, a agência reguladora nacional já concedeu registro para três imunizantes contra a COVID-19: a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria do Instituo Butantan; a Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela farmacêutica AstrZeneca; e a vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech. Esta última foi a única a receber o registro definitivo.

A farmacêutica indiana não realizou testes com voluntários brasileiros durante o estudo clínico da fórmula. No entanto, o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIAEEP) anunciou que deve coordenar, nacionalmente, os estudos de Fase 3 da vacina Covaxin no país. Para isso, aguardam a autorização para o início da pesquisa. 

Por dentro da vacina Covaxin

Com tecnologia similar ao imunizante CoronaVac, a Covaxin — já autorizada na Índia desde janeiro — adota em sua fórmula o coronavírus inativado ("morto") e, a partir da aplicação, começa a estimular a resposta imune da pessoa contra o vírus. Para a imunização completa contra a COVID-19, também são necessárias duas doses. Outra vantagem é a sua fácil armazenagem, já que pode ser conservada em temperaturas que variam de 2 °C a 8 °C, ou seja, em geladeiras comuns.

Até o momento, os pesquisadores já anunciaram os resultados de Fase 1 e 2, mas os testes de eficácia (a Fase 3) ainda estão em andamento. Segundo o laboratório indiano, são mais de 25 mil voluntários inscritos nos testes, sendo que nem todos recebem o imunizante, já que há um grupo placebo. 

Fonte: Agência Brasil e NYT   

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