Vacinas da COVID-19 reduzem hospitalização e transmissão, apontam estudos

Por Fidel Forato | 23 de Fevereiro de 2021 às 18h40
Thirdman/Pexels

Recém-publicados, dois estudos diferentes relataram os efeitos positivos da vacinação contra a COVID-19 na população em geral, o que é uma notícia animadora na luta contra a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Afinal, o mundo já diagnosticou mais de 111,8 milhões de casos da doença, sendo mais de 2,4 milhões de óbitos, segundo dados da plataforma Johns Hopkins.

De acordo com as novas pesquisas, o número de hospitalizações em decorrência da infecção e as taxas de transmissão do coronavírus foram reduzidas onde é adotada uma ampla imunização contra a COVID-19. Em fase de revisão por pares, um dos preprints foi desenvolvido por pesquisadores do Reino Unido e o segundo, por cientistas israelenses. 

Novas pesquisas apontam que a vacinação contra a COVID-19 pode acabar com a pandemia (Imagem: Reprodução/ Jubjang/ Rawpixel)

Pesquisa sobre a vacina da Pfizer/BioNTech

O primeiro estudo sobre a eficácia das vacinas no combate à COVID-19 foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde de Israel, a partir dos dados de imunização local com a vacina da Pfizer/BioNTech. De acordo com a análise preliminar, o imunizante foi 89% eficaz na prevenção de todas as infecções do coronavírus —  tanto de casos sintomáticas quanto assintomáticos. Para casos sintomáticos, a taxa de eficácia foi calculada em 94%.

Para chegar a essa conclusão, o estudo acompanhou 1,2 milhão de pessoas — 600 mil haviam recebido as duas doses do imunizante, enquanto o restante não. Dessa forma, dados de contaminação e incidência de formas leves, moderadas e graves da doença foram comparados entre estes dois grupos. Ao que tudo indica, as estatistificas que esperavam a queda das hospitalizações e de novos casos estão se confirmando no país.

Vacina de Oxford e da Pfizer

O outro estudo foi desenvolvido pela Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, focando na vacina Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, e na da Pfizer/BioNTech. Para chegar as conclusões de que o imunizante reduz as complicações da doença foram utilizados dados coletados pela Public Health Scotland sobre a taxa de admissão em hospitais em decorrências da COVID-19. 

Vacinação contra a COVID-19 pode reduzir casos da infecção e a transmissão do vírus (Imagem: Reprodução/ Steven Cornfield/ Unsplash)

Entre os dias 8 de dezembro de 2020 e 15 de fevereiro de 2021, mais de 21% da população escocesa recebeu pelo menos a primeira dose da vacina Covishield ou da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19. Em números, isso significa que mais de 1,14 milhão de imunizantes foram administrados para a população do país. A partir da quarta semana após a primeira dose, o risco de hospitalização diminuiu consideravelmente. 

Para aqueles que receberam a Covishield, a redução de internação foi de 94%, enquanto a redução, depois da primeira dose da Pfizer/BioNTech, foi de 85%. Para o grupo com mais de 80 anos, a redução média de risco em ambas as vacinas foi de 81%. No entanto, vale destacar que a maioria das doses distribuídas no país é da Covishield.

Impactos na saúde pública

"Esses dados mostram uma promessa real de que as vacinas podem proteger contra os efeitos graves da COVID-19. Não devemos ser complacentes. Todos nós ainda precisamos garantir a interrupção da transmissão do vírus, e a melhor maneira de fazer isso é seguindo as orientações de saúde pública — lave as mãos com frequência, mantenha dois metros de distância de outras pessoas e, se desenvolver sintomas, isole e faça um teste”, lembrou a Dra. Josie Murray, consultora de saúde pública e pesquisadora do Reino Unido, em um comunicado.

"Esses resultados são muito encorajadores e nos deram grandes razões para estarmos otimistas com o futuro. Agora temos evidências nacionais — em um país inteiro — de que a vacinação oferece proteção contra a hospitalizações pela COVID-19", afirmou o professor Aziz Sheikh, da Universidade de Edimburgo.

Fonte: IFL Science e UKRI   

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