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Lemborexant: remédio para insônia pode chegar ao Brasil em 2023

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Microgen/Envato Elements
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Para melhorar a qualidade do sono e evitar a insônia, a farmacêutica japonesa Eisai desenvolveu o medicamento lemborexant. Agora, a empresa aguarda a Agência de Vigilância Nacional da Saúde (Anvisa) analisar o dados de segurança e eficácia da fórmula, o que permitirá o seu uso no Brasil. É estimado que isso ocorra em 2023.

Vale explicar que, na medicina, o transtorno de insônia é definido como a insatisfação com a quantidade ou qualidade do sono e está associada a pelo menos três meses de dificuldade manter o sono. No mundo, a condição afeta cerca de 20% da população.

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Estudo investiga os efeitos do lemborexant no sono

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, uma revisão sistemática — investigação que compara resultados obtidos por outros estudos — avaliou os efeitos de diferentes remédios para insônia, incluindo o lemborexant.

Publicada na revista científica The Lancet, a pesquisa considerou 154 ensaios duplo-cegos, incluindo 44 mil voluntários com mais de 18 anos. Estes indivíduos podem ter recebido um dos 30 medicamentos considerados pelo estudo ou ainda um placebo.

O objetivo do estudo foi estimar a eficácia comparativa dos tratamentos para a insônia, quando o indivíduo não apresenta nenhum fator conflitante, como depressão ou alguma outra doença relacionada. Além disso, foram comparados os possíveis efeitos adversos, como tontura, náusea, fadiga, dor de cabeça e sedação.

Após as análises, os cientistas concluíram que o remédio lemborexant foi o mais promissor nos testes. "Considerando todos os resultados em diferentes momentos (ou seja, tratamento agudo e de longo prazo), lemborexant e eszopiclona tiveram o melhor perfil em termos de eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade. No entanto, a eszopiclona pode causar eventos adversos substanciais e os dados de segurança do lemborexant foram inconclusivos [para as taxa de efeitos colaterais]", explicam os autores do estudo.

Como funciona a fórmula?

A fórmula do lemborexant é parte da dos remédios conhecidos como família de antagonistas da hipocretina (ou orexina). Esta é uma substância presente no hipotálamo do cérebro humano. O consenso é que, durante uma noite tranquila de sono, a hipocretina deve baixar e isso é induzido pela medicação, o que torna o sono melhor.

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“Este estudo de tratamentos farmacológicos não é uma recomendação de que os medicamentos devem ser sempre usados ​​como primeira linha de apoio para tratar a insônia, até porque alguns deles podem ter efeitos colaterais graves", lembra Andrea Cipriani, professora da Universidade de Oxford e uma das autoras do estudo, em comunicado.

"No entanto, nossa pesquisa mostra que alguns desses medicamentos também podem ser eficazes e devem ser usados ​​na prática clínica, quando apropriados. Por exemplo, quando tratamentos como uma melhor higiene do sono e Terapia Cognitivo-Comportamental não funcionarem", acrescenta Cipriani.

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O lemborexant ainda é analisado pela Anvisa, mas a farmacêutica Eisai estima que a fórmula seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2023, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Se isso acontecer, estará disponível nas farmácias no segundo semestre. Nos Estados Unidos, a medicação foi aprovada pela agência Food and Drug Administration (FDA) em 2019.

Fonte: The Lancet, Universidade de Oxford e Folha de S. Paulo