Google apoia plataforma que permite rastrear propagação de doenças em tempo real

Por Nathan Vieira | 25 de Fevereiro de 2021 às 16h00
Arya Pratama / Unsplash

Nesta quarta-feira (24), o Google.org passou a apoiar o Global.health, uma plataforma aberta de dados epidemiológicos construída em parceria com pesquisadores das universidades de Oxford (Reino Unido), Tsinghua (China), Northeastern e do Boston Children’s Hospital (EUA). O apoio se dá por meio de doação e participação de fellows.

Quando os primeiros casos de COVID-19 foram relatados em Wuhan, na China, os dados se apresentaram como um recurso valioso no combate à pandemia. Foi com isso em mente que um grupo de pesquisadores que documentou o início do surto uniu forças e começou a coletar dados que poderiam ajudar epidemiologistas de todo o mundo a modelar a trajetória da doença.

No entanto, o fluxo inicial do trabalho não foi projetado para o aumento exponencial de casos. Os pesquisadores recorreram, então, ao Google.org em busca de ajuda. Como parte da contribuição de US$ 100 milhões (R$ 542 milhões aproximadamente) do Google para iniciativas relacionadas à pandemia, o Google.org concedeu US$ 1,25 milhão (R$ 6,77 milhões) em financiamento e providenciou uma equipe de dez integrantes do Google.org em tempo integral e sete voluntários do Google de meio período para ajudar no projeto.

Google apoia plataforma que permite rastrear propagação de doenças em tempo real; plataforma foi criada pensando na COVID-19 (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)

Os voluntários do Google trabalharam com os pesquisadores para criar a Global.health, uma plataforma aberta e escalável que reúne milhões de casos de COVID-19 de mais de 100 países. Essa plataforma ajuda epidemiologistas em todo o mundo a criar modelos da trajetória da COVID-19 e a rastrear suas variantes e futuras doenças infecciosas.

Para ajudar a comunidade global de pesquisadores nesse importante trabalho, a equipe do Google.org passou seis meses empenhada no desenvolvimento da plataforma. Lado a lado com profissionais da Universidade de Oxford e do Boston Children’s Hospital, a equipe conversou com pesquisadores e funcionários de saúde pública que trabalham na linha de frente para entender os desafios que enfrentaram ao lidarem com bases de dados sobre a doença.

Vale perceber que os dados anonimizados usados na Global.health vêm de fontes abertas de autoridades de saúde pública, e passam por um painel de especialistas em dados para garantir que as informações atendem rigidamente os requisitos de anonimato.

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