Gagueira: o que leva uma pessoa a gaguejar?

Gagueira: o que leva uma pessoa a gaguejar?

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Agosto de 2021 às 10h50
Shvets Production/Pexels

A gagueira ainda é alvo de muitas questões por parte dos especialistas. No entanto, na última década, um crescente corpo de pesquisas vem defendendo que a gagueira é causada por um distúrbio do neurodesenvolvimento. Na maioria das pessoas com gagueira, a condição surge cedo, quando ainda se está aprendendo a falar. Mas observando os cérebros de algumas dessas pessoas, os cientistas descobriram variações sutis na estrutura cerebral que afetam a fluidez da fala. 

Os especialistas notaram diferenças na conectividade neural, mudanças na forma como a fala e sistemas motores são integrados e alterações na atividade de neurotransmissores, como a dopamina. Há também um componente genético: os pesquisadores identificaram quatro genes que aumentam drasticamente a probabilidade desse problema de fala. Essas revelações neurobiológicas já estão inspirando novos tratamentos, como um medicamento, ainda em desenvolvimento, que tem como alvo a hiperatividade da dopamina.

No entanto, alguns aspectos da gagueira permanecem um enigma. Embora alguns genes ligados à gagueira tenham sido identificados, seu papel preciso no distúrbio ainda não foi determinado.

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(Imagem:  twenty20photos/envato)

Mas, à medida que mais peças se encaixam, pesquisadores e terapeutas esperam que o reconhecimento dessas causas biológicas possa acarretar em mudanças. Em 2017, pesquisadores notaram uma fraqueza na integridade da substância branca no trato do hemisfério esquerdo conectando as regiões auditiva e motora, em crianças com gagueira.

Os pesquisadores também descobriram um padrão de hiperatividade no lado direito, sugerindo que se trata de uma mudança adaptativa de ocorrência tardia. A questão é se há diferenças detectáveis ​​desde o início entre as crianças que se recuperam e aquelas cuja gagueira persiste. Segundo os especialistas, muito do risco é transmitido com o DNA.

Fonte: Scientific American

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