Estados Unidos querem vacinar crianças contra covid até o Natal

Estados Unidos querem vacinar crianças contra covid até o Natal

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 25 de Outubro de 2021 às 19h30
Prostock-studio/Envato Elements

Na campanha de vacinação dos Estados Unidos contra a covid-19, a crianças de 5 até 11 anos devem ser o próximo grupo a se beneficiar das vacinas, mais especificamente da fórmula da Pfizer/BioNTech. É possível que os imunizantes sejam autorizados no começo de novembro, conforme estima o médico e consultor em doenças infecciosas do país, Anthony Fauci.

De acordo com o cronograma de Fauci —  que é também conselheiro da Casa Branca —, as crianças devem estar completamente imunizadas contra a covid-19 até o Natal. Os dados da vacina da Pfizer/BioNTech “parecem bons quanto à eficácia e segurança”, afirmou o especialista em programa de notícias da rede ABC, o This Week.

Para crianças com mais de 5 anos, uso das vacinas contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech pode ser liberado nos próximos dias (Imagem: Reprodução/Prostock-studio/Envato Elements)

Para que o cronograma da vacinação pediátrica se concretize, a fórmula da vacina da Pfizer deve ser aprovada pela agência regulatória Food and Drug Administration (FDA). Na sexta-feira (22), os agentes da FDA divulgaram uma análise dos dados compartilhados pela farmacêutica. Na terça-feira (26), um painel de consultores externos deverá divulgar um parecer sobre o possível uso da fórmula em crianças. 

Dados sobre a vacina da Pfizer em crianças

De acordo com as informações enviadas para análise da FDA, a vacina da Pfizer/BioNTech teve eficácia de 90,7% em crianças de 5 a 11 anos contra formas sintomáticas da covid-19. Além disso, os efeitos adversos mais comuns no público pediátrico foram: fadiga; dor de cabeça (cefaleia); dores musculares; e calafrios. 

Além disso, os dados apresentados não indicaram nenhum caso de miocardite — inflamação do músculo cardíaco — ou de pericardite — inflamação do revestimento externo do coração. Em estudos do imunizante com públicos mais velhos, as duas condições foram identificadas como um efeito adverso raro da imunização.

No total, o estudo da Pfizer/BioNTech acompanhou 2.268 crianças que receberam duas doses da vacina ou duas doses do placebo, com três semanas de intervalo. Pensada exclusivamente para o público pediátrico, cada dose aplicada do imunizante continha um terço da quantidade administrada em adolescentes e adultos.

Na análise de casos, 16 crianças que estavam no grupo controle (placebo) foram infectadas pelo coronavírus, durante o estudo. Por outro lado, apenas três que receberam a vacina da Pfizer/BioNTech contraíram covid.

Vale lembrar que, tanto nos EUA quanto no Brasil, doses do imunizante já são aplicadas em quem têm mais de 12 anos. Ainda em andamento, outro estudo da farmacêutica analisa a eficácia e a segurança do imunizante em bebês, a partir dos seis meses. Nesse caso, os resultados são esperados para o final do ano.

Fonte: NYT  

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