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Especialistas descobrem microproteína relacionada ao risco de Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 10 de Outubro de 2022 às 09h20

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imagesourcecurated/envato
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Os especialistas da Leonard Davis School of Gerontology (EUA) ressaltaram a importância de uma microproteína chamada SHMOOSE no risco de contrair Alzheimer. Conforme aponta o artigo, essa pequena proteína é codificada por um gene que existe dentro da mitocôndria da célula, e uma mutação está associada a um aumento de 30% no risco de desenvolver a doença.

Os neurocientistas tentaram identificar variações genéticas associadas ao risco de doenças, depois que análises revelaram que as mutações estão ligadas ao aumento do risco de Alzheimer, atrofia cerebral e metabolismo energético.

Segundo a pesquisa, que foi publicada na revista Molecular Psychiatry, a microproteína pode ser facilmente administrada, o que aumenta seu potencial terapêutico. Na prática, a SHMOOSE parece modificar a sinalização energética e o metabolismo no sistema nervoso central, e foi encontrada em mitocôndrias de neurônios e no líquido cefalorraquidiano.

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Uma variedade de culturas de células e experimentos com animais mostraram que essa proteína altera o metabolismo energético no cérebro em parte por habitar uma parte crucial das mitocôndrias, a membrana mitocondrial interna.

Conforme revelam os próprios pesquisadores, o maior obstáculo no processo do estudo foi a grande quantidade de dados que tiveram que compilar para fazer essas descobertas. A equipe conseguiu superar isso utilizando tecnologia nova e avançada. “O grande desafio é começar com centenas de alvos genéticos em potencial e reduzi-los a um", apontam os autores.

O próximo passo da equipe será selecionar indivíduos que tenham a mutação SHMOOSE para fazer uma pesquisa mais apurada em sua relação com o Alzheimer, o que contribuirá para as abordagens da medicina de precisão.

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“A questão é que a doença de Alzhmeimer é muito heterogênea. São várias condições, cada uma sendo resultado de várias suscetibilidades genéticas, que se apresentam de maneira semelhante. É por isso que acreditamos que os tratamentos focados na anormalidade genética primária serão mais eficazes", concluem os pesquisadores.

Fonte: Molecular Psychiatry via USC Leonard Davis