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Entenda a Síndrome do Pôr do Sol na doença de Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 10 de Julho de 2023 às 16h26

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Filipe Almeida/Unsplash
Filipe Almeida/Unsplash

Algumas pessoas com Alzheimer vivenciam sintomas mais intensos com a aproximação do fim da tarde. Esse fenômeno passou a ser conhecido como Síndrome do Pôr do Sol ou do Entardecer (da expressão original, em inglês, sundowning). O comportamento é caracterizado por confusão, ansiedade, agitação e até um hábito incomum de andar de um lado para o outro, sem foco. Mas o fato de tudo acontecer em um determinado período do dia intriga os especialistas.

Só que há uma hipótese que justifica o ocorrido: de modo geral, as pessoas dependem de informações sensoriais para entender e interpretar corretamente seu ambiente. E isso não é diferente com quem tem Alzheimer.

No entanto, à medida que a luz diminui no final do dia, também diminui a quantidade de informações sensoriais disponíveis para ajudar um paciente com demência a interpretar o mundo. O impacto disso em um cérebro que luta para integrar informações sensoriais pode ser significativo, o que resulta em comportamentos inesperados.

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Outra possibilidade é que as alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer possam afetar o ritmo circadiano (conhecido como relógio biológico), gerando ciclos confusos de sono e despertar e ocasionando nessa agitação.

Mais possíveis causas da síndrome do pôr do sol incluem excesso de cansaço, necessidades não atendidas, como fome ou sede, depressão, dor ou até mesmo o tédio.

Como lidar com a Síndrome do Pôr do Sol?

Em resposta a esse fenômeno, os especialistas trazem algumas dicas, como manter a casa bem iluminada no final da tarde e à noite, por exemplo. Isso ajuda a pessoa diagnosticada com Alzheimer a interpretar com mais facilidade as informações sensoriais.

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Outra recomendação médica é tirar uma soneca curta após o almoço, sob a premissa de ajudar a aliviar a fadiga cognitiva no final do dia. Assim, é como dar ao cérebro uma oportunidade de “recarregar”.

Os especialistas também sugerem ficar na área externa da casa ou pelo menos manter a pessoa perto da janela durante esse período, já que a exposição à luz forte pode ajudar a redefinir o relógio biológico.

Outras dicas envolvem incentivar a fazer atividade física todos os dias, descansar durante o dia, se necessário, mas manter os cochilos curtos e não muito tarde, e ainda cuidar para que a pessoa em questão descanse o suficiente à noite.

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Existem também alguns pontos que devem ser evitados, como café e bebidas com cafeína no final do dia. Bebidas alcoólicas também podem aumentar a confusão e a ansiedade. Além disso, uma agenda cheia pode ser cansativa.

De qualquer forma, vale salientar que os comportamentos da síndrome do pôr do sol são complexos e suas causas geralmente são bem individuais.

Hábitos que previnem o Alzheimer

Anteriormente, o Canaltech chegou a listar atividades de lazer que podem prevenir Alzheimer, como ler, escrever, jogar, tocar um instrumento musical, usar computador e fazer artesanato. As atividades físicas não podem ficar de fora, e isso inclui caminhada, natação, ciclismo, uso de aparelhos de ginástica, prática de esportes, ioga e dança.

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Algumas atividades sociais também podem ajudar pacientes com Alzheimer, sobretudo aqueles que sofrem da síndrome do pôr do sol: comunicar-se com outras pessoas, visitar parentes ou amigos e até mesmo participar de atividades religiosas.

Fonte: National Institute on Aging, The Conversation