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Dormir várias vezes longo do dia pode aumentar risco de Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 21 de Março de 2022 às 09h40

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microgen/envato
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Cientistas já mencionaram que dormir mal pode contribuir para o surgimento e a progressão do Alzheimer, mas um estudo publicado na última quinta-feira (17) na revista científica Alzheimer’s & Dementia faz um alerta oposto: tirar vários cochilos ao longo do dia também pode elevar o risco da doença.

O artigo sugere que quando esse hábito de tirar cochilos ao longo do dia aumenta a cada ano, pode ser um indício de progressão do alzheimer. A descoberta ressalta a necessidade de se prestar mais atenção aos padrões de sono — não apenas o noturno, em que se concentra a maior parte dos estudos, mas também o sono diurno — dos idosos, para monitorar a saúde.

Para conduzir o trabalho, a equipe revisou pesquisas anteriores em que mais de mil idosos usaram um dispositivo semelhante a um relógio por 14 dias. Nesse estudo, os cientistas usaram um algoritmo para identificar os cochilos que os participantes tiraram o longo do dia, calcularam a duração e a frequência.

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Nesse novo estudo, os pesquisadores descobriram que a duração e a frequência daqueles cochilos tinham uma relação direta com a idade dos participantes, e encontraram uma relação entre o sono diurno e o Alzheimer, de modo que quando mais longos e mais frequentes esses cochilos, maior o risco de desenvolver a doença. Por sua vez, quanto mais avançado o quadro, mais sonecas o idoso acaba tirando.

“O ciclo vicioso que observamos entre o cochilo diurno e o Alzheimer oferece uma base para uma melhor compreensão do papel do sono no desenvolvimento e progressão da doença em idosos”, afirmam os cientistas.

Fonte: Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association via The Harvard Gazette