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Desafio para a saúde: 99% da população mundial respira ar poluído, segundo OMS

Por| Editado por Luciana Zaramela | 04 de Abril de 2022 às 11h53

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Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay

Quase toda a população mundial respira ar poluído, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para sermos mais precisos, 99% das pessoas que moram em mais de 6 mil cidades, espalhadas por 117 países, vivem em áreas com baixa qualidade de ar e esta situação é uma potencial ameça à saúde.

"A pior qualidade do ar pode ser encontrada em países de baixa e média renda, onde apenas 1% das cidades atendem às Diretrizes de Qualidade do Ar da OMS", explica a organização, em comunicado. "O ar está abaixo dos limites recomendados pela OMS em 17% dos países de alta renda", acrescenta.

De forma geral, a OMS alerta, em relatório divulgado nesta segunda-feira (4), que "quase todas as cidades do mundo têm níveis problemáticos de dióxido de nitrogênio no ar".

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Vale explicar que, por ano, a OMS estima que a poluição e a baixa qualidade do ar inalado sejam responsáveis por cerca de 4,2 milhões de mortes. Apesar disso, inúmeras regiões ainda sofrem com poucos estudos que avaliam a sua qualidade.

Estudos sobre a poluição do ar

Por incluir diferentes cidades do mundo, o levantamento da OMS sobre a qualidade do ar é um dos mais abrangentes e completos do globo. No processo de análise, a equipe de cientistas observa dois principais parâmetros nas amostras:

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  • A concentração de partículas finas, também conhecidas como material particulado (PM). Foram incluídas as PM 10 (com diâmetro inferior a 10 micrômetros) e PM 2,5 (com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros);
  • Concentração de dióxido de nitrogênio (NO2).

O dióxido de nitrogênio é "um poluente urbano comum e precursor do material particulado e do ozônio", explica a OMS. Enquanto isso, o PM é encontrado na poeira, na fumaça ou em outros tipos de materiais sólidos e líquidos que se mantêm suspensos na atmosfera (ar).

Ambos os grupos de poluentes se originam principalmente de atividades humanas e estão relacionados a queima de combustíveis fósseis, como emissões de veículos, termoelétricas, indústria. Além disso, podem ter relação com o desmatamento (queima de florestas).

Risco para saúde das cidades poluídas

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O PM, especialmente em suas formas menores, pode penetrar nos pulmões e entrar na corrente sanguínea. Em seguida, o material particulado pode causar problemas cardiovasculares, cerebrovasculares (AVC) e respiratórios. Além disso, novas evidências sugerem que ele pode afetar outros sistemas. Por exemplo, estudos sugerem que a poluição compromete a qualidade dos espermatozoides.

Enquanto isso, o NO2 é associado a doenças respiratórias, como a asma. Por causa do sintomas respiratórios — como tosse, chiado ou dificuldade para respirar —, o número de internações e da busca por serviços de emergência podem crescer, dependendo da qualidade do ar. Em outras palavras, os gastos com saúde aumentam.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os novos dados só reforçam a necessidade de rever as fontes de energias e priorizar a produção de energias limpas. “As preocupações atuais destacam a importância de acelerar a transição para sistemas de energia mais limpos e saudáveis”, completa Tedros.

Fonte: OMS (1) e (2)