COVID: OMS pede que países não apliquem 3ª dose da vacina; entenda o porquê

COVID: OMS pede que países não apliquem 3ª dose da vacina; entenda o porquê

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Agosto de 2021 às 14h40
Dante Doria/ Pixabay

Na quarta-feira (4), a Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu uma moratória global para os países que planejam aplicar a terceira dose das vacinas contra o coronavírus SARS-CoV-2 em suas populações. Em outras palavras, a OMS solicita a suspensão desses planos até o final de setembro, quando é esperado que pelo menos 10% da população de todos os países do mundo esteja imunizada contra a COVID-19.

O pedido de moratória foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa. Na ocasião, Ghebreyesus chamou atenção para a desigualdade na distribuição de vacinas contra a COVID-19 em todo o mundo, onde países com alta renda consomem a maioria dos suprimentos.  

OMS defende que países ricos apliquem a terceira dose só quando 10% do mundo estiver imunizado (Imagem: Reprodução/_Tempus_/Envato Elements)

“Entendemos a preocupação dos governos em proteger suas populações da variante Delta [B.1.671.2], mas não podemos aceitar que os países que já utilizaram a maioria dos fornecimentos das vacinas usem ainda mais, enquanto as populações mais vulneráveis do mundo continuam desprotegidas”, defendeu o diretor-geral da OMS.

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Distribuição de vacinas contra a COVID-19 no mundo

De acordo com dados da OMS, das cerca de 4 bilhões de doses de vacinas administradas contra a COVID-19 no mundo, mais de 80% delas foram destinadas para os países mais desenvolvidos, que representam menos de metade da população mundial. Para ilustrar a situação, grande parte dos países da Europa conseguiu vacinar mais de metade da população, enquanto a maioria dos países do continente africano imunizou apenas 2%.

Segundo Ghebreyesus, países ainda não conseguiram aplicar as primeiras doses nos profissionais de saúde da linha de frente ou nas pessoas com maior risco de óbito em decorrência da COVID-19, como os idosos e os imunocomprometidos. Durante a coletiva, o diretor-geral leu o depoimento de uma parteira de Uganda, chamada Harriet Nayiga, que conseguiu receber sua primeira dose da vacina agora.

Por outro lado, o apelo da OMS aparentemente não impedirá que países iniciem a aplicação da terceira dose das vacinas contra o coronavírus. Nesta quinta-feira (5), o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que o governo se prepara para iniciar a distribuição do reforço a partir de setembro. O objetivo inicial será proteger a população "mais idosa e mais frágil". De forma similar, Alemanha e Israel também anunciaram os mesmos planos.

Fonte: ARS Technica e Agência Brasil   

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