COVID-19 | Vacina da Moderna é segura em idosos, segundo estudo

Por Nathan Vieira | 30 de Setembro de 2020 às 20h40
CDC/Unsplash

Com as candidatas a vacina contra a COVID-19 sendo desenvolvidas por inúmeras instituições, a questão que vem à mente é a eficácia e a segurança desses imunizantes, principalmente no grupo que mais precisa deles: os idosos. Na última terça (29), a revista científica The New England Journal of Medicine publicou um estudo feito com 40 pacientes que aponta que a vacina mRNA-1273, produzida pela farmacêutica norte-americana Moderna, provocou apenas reações leves ou moderadas nesse grupo de risco.

A pesquisa aconteceu depois que a empresa comprovou segurança entre os participantes de 18 a 55 anos, e então os pesquisadores iniciaram os estudos da fase 1 com participantes mais velhos divididos em dois grupos: 56 a 70 anos e acima de 71 anos. Esses pacientes receberam duas doses, administradas com 28 dias de intervalo.

Dentre as reações desencadeadas pelas vacinas, as mais comuns foram dor de cabeça, fadiga, mialgia, calafrios e dor no local da injeção. Os sintomas vieram, em sua maioria, depois da segunda dose. Vale lembrar que as coletas não param, no entanto, e nem o monitoramento de eventos adversos. Devem continuar até um ano após a última dose.

Os dados do estuddo em questão apontam a necessidade de uma segunda dose da vacina para obter anticorpos neutralizantes em participantes com mais de 56 anos. “Embora os tamanhos das amostras em nosso estudo fossem limitados, participantes mais velhos (incluindo aqueles que tinham 71 anos de idade ou mais) tiveram respostas imunológicas à vacina de mRNA-1273 um mês após a segunda dose”, diz o estudo.

Vacina da Moderna é segura em idosos, segundo estudo publicado na revista científica The New England Journal of Medicine (Imagem: Cottonbro/Pexels)

Para se ter uma ideia, a vacina da Moderna usa parte do material genético do vírus para estimular o corpo a produzir defesa contra o SARS-CoV-2. A mRNA-1273 é feita como RNA mensageiro (mRNA), capaz de codificar a proteína S da coroa do vírus, e o introduz no corpo com a ajuda de uma nanopartícula de gordura para induzir a proteção natural do corpo.

O laboratório em questão também já anunciou que cada dose de sua candidata a vacina custará de US$ 32 a US$ 37, o que é equivalente a cerca de R$ 170 a R$ 196, na conversão direta. A Moderna recebeu quase US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) do governo dos EUA para acelerar o desenvolvimento de vacinas, mas por enquanto ainda não houve um acordo de fornecimento com o país. A ideia por trás da vacina da Moderna é usar o material genético do novo coronavírus (RNA) para induzir o organismo a produzir anticorpos para lutar contra o micro-organismo causador da COVID-19.

Fonte: The New England Journal of Medicine

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