COVID-19 | Moderna anuncia eficácia de vacina em voluntários idosos

Por Nathan Vieira | 26 de Agosto de 2020 às 17h01
Karolina Grabowska/Pexels

Desde o início da pandemia, há uma verdadeira corrida em busca de uma vacina que possa ser a grande aliada nessa luta contra a COVID-19, e uma das empresas que vem testando um imunizante é a farmacêutica norte-americana Moderna. Nesta quarta-feira (26), a empresa anunciou que sua candidata à vacina tem mostrado resultados promissores para adultos com mais de 50 anos.

Pessoas mais velhas correm maior risco de hospitalização e morte por COVID-19 do que as mais jovens e, como o sistema imunológico geralmente enfraquece com a idade, pode ser mais difícil para uma vacina ser eficaz. Foi com isso em mente que a Moderna, que já tinha relatado em julho que sua vacina induzia uma resposta imune e era geralmente segura e bem tolerada em adultos de 18 a 55 anos, expandiu seu estudo para um grupo mais velho.

Moderna testou sua vacina em dez adultos com idades entre 56 e 70 anos e em dez adultos com 71 anos ou mais (Imagem: Retha Ferguson/Pexels)

Para chegar a essa conclusão, a Moderna testou sua vacina em dez adultos com idades entre 56 e 70 anos e em dez adultos com 71 anos ou mais, e descobriu que os voluntários mais velhos desenvolveram anticorpos de maneira semelhante aos voluntários mais jovens. A farmacêutica ainda disse que a vacina foi bem tolerada, sem relatos de efeitos colaterais graves. Os dados foram anunciados durante um comitê de especialistas externos para aconselhar os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos sobre as práticas de vacinação.

O laboratório em questão também já anunciou que cada dose de sua candidata a vacina custará de US$ 32 a US$ 37, o que é equivalente a cerca de R$ 170 a R$ 196, na conversão direta. A Moderna recebeu quase US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) do governo dos EUA para acelerar o desenvolvimento de vacinas, mas por enquanto ainda não houve um acordo de fornecimento com o país. A ideia por trás da vacina da Moderna é usar o material genético do novo coronavírus (RNA) para induzir o organismo a produzir anticorpos para lutar contra o micro-organismo causador da COVID-19. 

Fonte: Forbes

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