COVID-19: testes rápidos em farmácia já estão liberados

COVID-19: testes rápidos em farmácia já estão liberados

Por Nathan Vieira | 28 de Abril de 2020 às 15h34
Reprodução

Frente a essa pandemia de COVID-19, algo que tem sido uma grande preocupação para a população é a realização de testes para saber se alguém tem a doença ou não. Nesta terça-feira (28), a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a aplicação de testes rápidos em farmácias, visando justamente a detecção do novo coronavírus. Até o momento, esses testes estavam sendo feitos unicamente em hospitais e clínicas das redes públicas e privadas.

É válido observar que: primeiramente, farmácias não serão obrigadas a disponibilizar o teste, mas as que optarem pelo procedimento deverão ter pelo menos um profissional qualificado justamente para realizar do exame. Outra informação pertinente é que esses testes não servirão para a contagem de casos do coronavírus no Brasil. Além disso, a liberação desses testes será temporária e deve permanecer no período de emergência de saúde pública nacional, decretado pelo Ministério da Saúde em 4 de fevereiro deste ano.

Os testes rápidos funcionam com amostras de sangue (soro e plasma) ou muco coletado das vias respiratórias do paciente, e o resultado se dá com base em reagentes, que determinam a presença de anticorpos (defesa do organismo ao vírus) ou antígenos (patógenos) na amostra. 

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COVID-19: testes rápidos em farmácia já estão liberados pela Anvisa

O diretor presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra Torres, que foi o relator do processo, destacou ainda que o teste não terá efeito de confirmação do diagnóstico para o coronavírus, uma vez que há a possibilidade de o teste apontar o chamado “falso negativo”, ou seja, quando o paciente é testado ainda nos primeiros dias de sintomas. "Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, afirma.

É recomendado que o paciente apresente, no mínimo, uma semana de sintomas e realize o teste no oitavo dia para diminuir a chance de falsos negativos. A medida pode ajudar a descongestionar hospitais e laboratórios que realizam os testes tradicionais para a doença.

Justamente por causa dessa questão da eficácia, somada a outras questões (sanitárias, por exemplo), a liberação dos testes rápidos em farmácias passou por resistências. Ao comentar a aprovação da realização desses exames, Barra Torres lembrou que eles vêm sendo feitos por determinação de alguns governos locais. “O aumento [dos testes] será uma estratégia útil para diminuir a aglomeração de indivíduos [em hospitais] e também reduzir a procura dos serviços médicos em estabelecimento das redes públicas”.

Apesar da liberação, Barra Torres não detalhou como irá funcionar o atendimento nem quais os requisitos mínimos serão necessários para que um paciente faça o teste em uma farmácia. A Anvisa ainda vai liberar duas notas técnicas para esclarecer estas questões e dar mais deta lhes sobre o funcionamento da testagem de pacientes, bem como as recomendações a serem seguidas. Após publicação no Diário Oficial da União, a nova medida já entra em vigor — o que deve acontecer até a próxima semana. Já são 33 marcas de testes aprovadas no Brasil, sendo a maioria importada.

Fonte: Agência Brasil, com informações da Folha

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