COVID-19 | Farmacêutica Roche pede à Anvisa uso emergencial de seu remédio

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 02 de Abril de 2021 às 17h15
seventyfourimages/Envato

A luta contra a COVID-19 continua, e muitas empresas e instituições investem em vacinas e medicamentos em busca da amenização da pandemia. Uma delas é a farmacêutica Roche, que, na última quinta-feira (1), pediu para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial de um medicamento contra a COVID-19 que está desenvolvendo.

A aposta da Roche consiste em uma combinação de dois medicamentos biológicos: casirivimabe e imdevimabe. Em resposta ao pedido, a Anvisa vai dar início à triagem dos documentos, o que deve levar no mínimo 72 horas, uma vez que foram entregues pela empresa mais de 3.600 páginas de dados e informações.

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O prazo geral para a análise toda é de 30 dias. Vale notar que a Anvisa vai se basear no relatório técnico emitido pela autoridade americana Food and Drug Administration (FDA), os dados do processo e as informações apresentadas em reuniões anteriores com a própria farmacêutica.

Farmacêutica Roche pede à Anvisa uso emergencial de seu coquetel de casirivimabe e imdevimabe (Imagem: MegiasD/Envato)

“Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar ao laboratório. A Anvisa atua conforme os procedimentos científicos e regulatórios, que devem ser seguidos por aqueles que buscam a autorização de medicamentos para serem utilizadas na população brasileira”, apontou a própria agência, em nota, segundo a Agência Brasil.

Enquanto isso, o comunicado do FDA diz o seguinte: "Em um ensaio clínico de pacientes com Covid-19, casirivimabe e imdevimabe, administrados juntos, mostraram reduzir a hospitalização relacionada a Covid-19 ou as visitas de emergência em pacientes com alto risco de progressão da doença em 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo. A segurança e eficácia desta terapia experimental para uso no tratamento de Covid-19 continuam a ser avaliadas."

Fonte: Agência Brasil, CNN

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