COVID-19 | África chama a atenção por sua baixa taxa de casos e mortes

Por Nathan Vieira | 02 de Outubro de 2020 às 17h55
ayo ogunseinde / Unsplash

Em meio à pandemia, um continente que tem chamado atenção por sua taxa relativamente baixa de mortes e casos é a África, que chegou a atingir o pico dos registros por semana no fim de julho e ter a expectativa de se tornar o novo epicentro da pandemia, mas vem passando por uma diminuição contínua desde então. O continente conta com uma população de 1,2 bilhão de pessoas e registra, até o momento, cerca de 1,5 milhão de casos de COVID-19, segundo dados do Africa Centres for Disease Control and Prevention (CDC África). 

Basicamente, o número em questão representa menos de um terço do registrado no Brasil, que tem 210 milhões de habitantes, população seis vezes menor. Sendo assim, a África está com uma taxa de incidência da doença de 125 casos por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 2.258, segundo dados do Ministério da Saúde.

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Quanto às mortes, os registros africanos apontam aproximadamente 36 mil, pouco mais do que no estado de São Paulo, que tem população de 46 milhões. Enquanto isso, a taxa de mortalidade por COVID-19 no Brasil está em 67,6 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença é de 3%. No Continente Africano, a mortalidade por COVID-19 é de 3 por 100 mil habitantes e a letalidade da doença de 2,4%. Os números mundiais indicam uma taxa de 430,9 por 100 mil habitantes e 12,92 mortes por 100 mil, segundo o Wordometer, com letalidade de 4%.

África chama a atenção por sua baixa taxa de casos de COVID-19 e mortes (Imagem:  Gerd Altmann/Pixabay)

Frente a essas informações, o pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) Augusto Paulo Silva reflete que a baixa taxa de contaminação no continente africano pode decorrer de pelo menos quatro fatores: a capacidade de resposta a epidemias, a imunidade da população, afetada por outras doenças, o fator etário (ou seja, a população africana é mais jovem do que a média mundial e a COVID-19 tem demonstrado uma incidência maior entre pessoas mais velhas) e pouca intensidade de comunicação e contato com o exterior.

De acordo com a OMS, foram implantadas com sucesso na região as medidas de saúde pública para “encontrar, testar, isolar e tratar as pessoas com COVID-19, rastrear e colocar em quarentena os seus contatos”.

Fonte: Agência Brasil

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