Coronavírus: 6 perguntas ainda sem resposta sobre a COVID-19

Coronavírus: 6 perguntas ainda sem resposta sobre a COVID-19

Por Natalie Rosa | 16 de Dezembro de 2020 às 14h25
HwangMangjoo/Rawpixel

O ano de 2020, por várias dezenas de anos, será lembrado como o ano da pandemia da COVID-19. O coronavírus, que surgiu ainda no final de 2019, surpreendeu o mundo todo com a velocidade da sua propagação, deixando rapidamente milhões de pessoas infectadas e tirando a vida de grande parte delas.

Já são mais de 73 milhões de infecções, até o dia de fechamento desta matéria, e mais 1,6 milhão de mortes. Em pouco tempo, profissionais da saúde do mundo todo vêm atuando na linha de frente de combate ao vírus, enquanto cientistas vêm tentando descobrir a melhor vacina para prevenir a doença. 2020 já está acabando, muitas conquistas foram feitas, mas ainda há muitas dúvidas que terminarão o ano sem serem solucionadas.

Veja quais são:

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6. Por que algumas pessoas ficam mais doentes que as outras?

No início da pandemia, o principal assunto era que o coronavírus era perigoso só para pessoas idosas ou com doenças pré-existentes. Porém, conforme o vírus foi se propagando, mais pessoas saudáveis e jovens começaram a enfrentar complicações graves e até morreram. Até o momento, os cientistas ainda não têm uma resposta confirmada sobre as diferentes formas de manifestação do SARS-CoV-2 no organismo.

Imagem: Reprodução/Parentingupstream/Pixabay

Miriam Merad, imunologista especializada em câncer da Escola de Medicina Ichan de Monte Sinai, em Nova York, revela que pessoas que desenvolvem doenças graves têm em comum uma resposta inflamatória muito perigosa. Isso acontece quando a resposta imunológica do organismo fica fora de controle, reagindo de maneira errada na hora de lutar contra um invasor.

Atualmente, os pesquisadores vêm estudando o interferon, uma das proteínas que desencadeiam a resposta imune inicial para a produção de anticorpos, para relacionar com as manifestações mais graves da COVID-19. Inclusive, em um estudo recente, a predisposição genética começou a ser avaliada para justificar o problema.

5. Por quanto tempo dura a imunidade natural?

Outra questão que ainda precisa de respostas mais concretas é em relação à duração da imunidade contra o coronavírus, após uma pessoa ser infectada e se recuperar. Grande parte dos recuperados produz proteínas imunológicas que bloqueiam o SARS-CoV-2, também conhecidas como anticorpos neutralizantes, além de células T, que ajudam na coordenação da resposta imunológica e que também matam as células contaminadas.

O que se sabe, até então, é que estes anticorpos e as células T conseguem permanecer no organismo por, pelo menos, seis meses, mas ainda é uma incógnita o tempo em que a pessoa ficará protegida na batalha contra o coronavírus. Já foram registrados casos de reinfecções pelo SARS-CoV-2, o que significa que a imunidade após a recuperação pode não durar por muito tempo.

4. Quais são as consequências da doença em longo prazo?

A duração dos sintomas de uma infecção pelo coronavírus pode durar mais que o normal, principalmente quando eles são falta de ar, problemas cardíacos e confusão mental, mas nem sempre estão relacionados a uma forma mais grave da doença. Mas uma dúvida que os médicos ainda têm é em relação às consequências da contaminação em longo prazo.

No próximo ano, esses estudos serão de extrema importância para investigar o quão comuns podem ser os sintomas persistentes, o motivo de estarem durando muito tempo e o que está causando isso. Segundo os cientistas, esse processo ainda deve levar mais tempo que o esperado, principalmente por se tratar de uma doença de um ano de existência.

Imagem: Reprodução/Cottonbro/Pexels

3. O que podemos esperar da vacina?

Atualmente, sabemos mais sobre a doença e suas consequências do que sobre como prevenir e decifrar quais serão as consequências da infecção pelo vírus. Enquanto alguns medicamentos ainda vêm sendo testados até oferecerem um tratamento comprovadamente eficaz, as mais de 200 vacinas, desenvolvidas no mundo inteiro, já estão sendo preparadas para serem distribuídas e começar a imunização da população.

No entanto, problemas logísticos e burocráticos são empecilhos para que todo o mundo seja vacinado o mais rápido possível. Inicialmente, independente dos governos, serão vacinadas as pessoas que estão na linha de frente, idosos e pacientes que tenham alguma comorbidade. Além disso, ainda é preciso conduzir mais testes com crianças menores de 12 anos, já que elas são as que menos correm risco de ter complicações sérias.

Mesmo com a aprovação das vacinas, ainda será preciso lidar com a fabricação de quantidades suficientes, principalmente porque muitas delas precisam ser aplicadas em duas doses para ter a eficácia necessária. Será necessário ainda ter refrigeradores para o armazenamento de altas quantidades, garantindo que as doses sejam bem preservadas.

2. A pandemia vai acabar em 2021?

A esperança da população é que em 2021 a pandemia já esteja controlada ou chegue ao fim. A resposta a este questionamento ainda não está clara, já que a imunização através de uma vacina pode durar anos ou até décadas, e também porque as ordens de isolamento social e prevenção variam de acordo com cada governo.

Imagem: Reprodução/Kjpargeter/Freepik

Existem alguns países, por exemplo, que conseguiram conter a propagação mesmo sem a existência de uma vacina, e cada uma dessas ações irá colaborar para que a pandemia seja controlada no ano que vem. Será preciso investir ainda mais no rastreamento de contatos, fornecimento de máscaras e conscientização sobre o seu uso. Porém, nada disso deve ser útil se não houver a colaboração da população.

1. Depois do fim da pandemia, o vírus vai continuar circulando?

Mesmo depois que praticamente toda a população estiver imune contra o coronavírus, há chances de que o SARS-CoV-2 ainda fique circulando por aí, mas é difícil determinar o quão frequente serão essas contaminações, que poderão gerar alguns surtos.

Uma vacina eficaz irá garantir que o sistema imune de um organismo consiga se defender do vírus até que ele suma completamente. Porém, enquanto a vacinação geral não acontece, pessoas assintomáticas ainda podem representar riscos de contaminação e fazer com que demore mais para que haja o fim do coronavírus.

Fonte: Science News

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