CoronaVac | Matéria-prima para produção de vacina deve chegar em 3 de fevereiro

Por Fidel Forato | 26 de Janeiro de 2021 às 17h45
Reprodução/Governo de São Paulo

Nesta terça-feira (26), o Instituto Butantan afirmou que espera a chegada de mais matéria-prima para a produção nacional da vacina CoronaVac até o dia 3 de fevereiro. Atualmente, a produção da vacina contra a COVID-19 está paralisada desde o dia 17, segundo informou a própria instituição. No total, devem chegar 5,4 mil litros de insumos para o imunizante contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O prazo para a chegada de mais insumos foi compartilhado, após reunião virtual entre o governo paulista e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, nesta manhã. Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, esses 5,4 mil litros serão suficientes para produzir cerca de 8,6 milhões de doses da vacina contra a COVID-19.

Matéria-prima para retomada de produção da CoronaVac deve chegar em fevereiro, diz Butantan (Imagem: Reprodução/ Alena Shekhovtcova/ Pexels)

Além deste carregamento, outros 5,6 mil litros deverão chegar ao país em breve. Após a importação da matéria-prima da vacina, os imunizantes serão produzidos e envasados pelo Butantan. Também passarão por uma avaliação de qualidade que deve durar até 20 dias e, então, serão liberados para o uso da população.

Com essas entregas previstas, o Butantan deve cumprir o contrato de entregar, no total, 46 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde. “Existe a possibilidade de o Ministério da Saúde contratar mais 54 milhões de doses, mas para isso precisamos de uma manifestação do Ministério da Saúde”, afirmou Covas. “O quanto antes houver essa definição, o quanto antes iniciaremos esse planejamento e o quanto antes traremos essas vacinas para o Brasil”, apontou o diretor sobre a importância do planejamento.

Doses da vacina

Sobre o envasamento da CoronaVac, Covas comentou que “uma dose de vacina tem 0,62 ml”, devido a uma série de normas internacionais. “Na verdade, uma dose da vacina aplicada corresponde a 0,50 ml. Mas, pela regulamentação internacional, temos que colocar 0,62 ml no frasco. Então, um frasco que tenha 10 doses, se houver precisão na hora de retirada de 0,50 ml, um frasco pode render não só dez, mas 12 doses. Se houver grande observação de quem aplica a vacina, não houver desperdício, teremos a possibilidade de, com um frasco de dez doses imunizar 12 pessoas”, explicou o diretor do Butantan.

No total, o Brasil deve receber, até abril, 46 milhões de doses da CoronaVac, de acordo com o contrato estabelecido entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, responsável pelo desenvolvimento da vacina contra o coronavírus. No entanto, essa quantidade pode se expandir para até outras 54 milhões de doses, caso haja interesse do Brasil, conforme apontou Covas.

Até este momento, o Instituto Butantan já recebeu 10,8 milhões de doses, sendo que mais de seis milhões delas já estão sendo empregadas na vacinação no país. Segundo a plataforma internacional Our World in Data, mais de 840 mil brasileiros já receberam a primeira dose de um dos imunizantes já aprovados contra a COVID-19, sendo necessário ainda o reforço da segunda dose para a imunização completa. Vale lembrar que, além da CoronaVac, a vacina de Oxford também é adotada no país.

Fonte: Agência Brasil e Uol  

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