Comprimidos poderiam combater a COVID-19? Pesquisa bilionária vai investigar

Comprimidos poderiam combater a COVID-19? Pesquisa bilionária vai investigar

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 22 de Junho de 2021 às 17h30
Christine Sandu/Unsplash

No combate ao coronavírus SARS-CoV-2, a principal estratégia é o uso de vacinas para reduzir as infecções. Além dos imunizantes, pesquisadores já desenvolveram algumas terapias, como os anticorpos monoclonais — inclusive, alguns já foram aprovados no Brasil, como o Regn-CoV2. Agora, o governo dos EUA trabalham em antivirais, na forma de comprimidos, para o tratamento seguro e eficaz da COVID-19.  

A pesquisa norte-americana por comprimidos contra a COVID-19 é liderada pelo National Institutes of Health (NIH). Na última quinta-feira (17), o governo de Joe Biden anunciou que investirá US$ 3 bilhões (cerca de 15 bilhões de reais) nos estudos para o desenvolvimento de um antiviral contra o coronavírus e que, possivelmente, poderá ser adotado em outras circunstâncias. 

Estados Unidos investem bilhões de dólares na pesquisa de antivirais contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Sharon McCutcheon/Unsplash)

Investimentos em antivirais contra a COVID-19

"Novos antivirais que previnem doenças graves e morte por COVID-19, especialmente medicamentos orais que podem ser tomados em casa no início do curso da doença, seriam ferramentas poderosas para combater a pandemia e salvar vidas", afirmou Anthony Fauci, parte do NIH, durante o anúncio do investimento bilionário.

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Segundo o comunicado, uma parte do aporto financeiro da pesquisa será usado para “acelerar e expandir” testes de novos candidatos a medicamentos para COVID-19. Agora, outra parte dos fundos do plano, cerca de US$ 1,2 bilhão (aproximadamente 6 bilhões de reais), se concentrará na pesquisa de outras terapias antivirais, voltadas não apenas para a COVID-19, mas também para outras infecções virais graves. 

Até agora, o único medicamento aprovado pela agência federal Food and Drug Administration (FDA) para tratar a COVID-19, o remdesivir, não obteve uma grande eficácia na melhora do curso da doença.  Um dos principais desafios é que a fórmula precisa ser adotada ainda nos primeiros dias da infecção, quando nem sempre é possível diagnosticar a doença. Da mesma forma, os anticorpos monoclonais, como os produzidos pela Regeneron e pela Roche, também devem ser administrados por via intravenosa, ainda nos primeiros dias.

Pílulas contra o coronavírus

Nesse sentido, um comprimido oral seria um aliado valioso para o tratamento da COVID-19, que é causada por vírus. Para comparar, seria como se uma pessoa fosse infectada por uma bactéria e, com prescrição médica, começasse a usar um antibiótico. Muito provavelmente, em um intervalo de tempo variável para cada tipo de bactéria, estaria curada e retomando a vida, após a doença. Atualmente, não há uma alternativa similar para o coronavírus.

Das pesquisas em andamento, sabe-se a Atea Pharmaceuticals investe em estudos com a medicação AT-527 contra a COVID-19. A fórmula foi, originalmente, desenvolvida para hepatite C e alguns estudos preliminares sugeriram que pode ajudar pessoas infectadas pelo coronavírus. 

Fonte: Popular Science  

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