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Cientistas descobrem que cobras têm clitóris

Por| Editado por Luciana Zaramela | 15 de Dezembro de 2022 às 19h00

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KinoMaster/Envato
KinoMaster/Envato

Na última quarta-feira (14), um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B trouxe à tona uma inusitada descoberta para a comunidade científica: cobras têm clitóris. Anteriormente, os especialistas confundiram os órgãos com glândulas odoríferas ou versões subdesenvolvidas de pênis.

No artigo, a equipe de pesquisadores descobriu que as cobras têm dois clitóris individuais, chamados de hemiclitorIs, separados por tecido e escondidos por pele na parte inferior da cauda. Ficam logo abaixo da cloaca (um orifício para defecar, urinar e copular, semelhante a uma vagina), aninhados entre um par de glândulas odoríferas, e consistem em duas pequenas saliências rosadas.

Uma coisa que atrapalha as pesquisas da área é que cobras e lagartos machos são conhecidos por terem hemipênis, um par de pênis que às vezes podem ser cobertos por espinhos.

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Os próprios pesquisadores reconhecem que tentar encontrar esse órgão nas cobras não é tarefa fácil, uma vez que são extremamente pequenos. No entanto, a equipe teve a sorte de analisar uma cobra-da-morte (Acanthophis antarcticus), que possui clitóris mais proeminentes, em comparação com as outras espécies.

A teoria da equipe é que os hemiclitores podem fornecer algum tipo de sinalização de estimulação para relaxamento e lubrificação vaginal, o que ajudaria a fêmea durante o acasalamento, evitando danos causados ​​pelos espinhos hemipênicos durante o ato.

Outra possibilidade levantada pelos autores do estudo, é que os clitóris da cobra podem funcionar como um sinal para os ovários ovularem e para o oviduto se preparar para o armazenamento de esperma. Ao todo, 10 cobras de várias espécies diferentes foram dissecadas para a realização do estudo.

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Não é a primeira vez que a ciência se surpreende com as características sexuais de cobras. No começo do ano, pesquisadores encontraram um cacho de cobra-verde, que foi parar na revista científica Herpetological Review. Trata-se de uma condição em que as cobras fêmeas secretam hormônios sexuais e atraem simultaneamente muitos machos através do olfato.

Fonte: Proceedings of the Royal Society B via The Guardian