Cientistas criam app que pode diagnosticar crianças com autismo

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 30 de Abril de 2021 às 14h15
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Pesquisadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, desenvolveram um aplicativo para smartphones que pode detectar se uma criança pequena, ainda considerada bebê, está no espectro do autismo. O app, de acordo com os cientistas, tem potencial de se tornar uma ferramenta de diagnóstico precoce e de baixo custo.

O aplicativo foi desenvolvido para avaliar os padrões dos olhares das crianças que serão testadas, enquanto elas assistem a filmes curtos que são produzidos estrategicamente para o diagnóstico, adaptados para um iPhone ou iPad. Então, visão computacional e aprendizado de máquina conseguem determinar se a criança olha mais para os humanos nos vídeos ou para os objetos.

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Geraldine Dawson, coautora do estudo e diretora do Duke Center para autismo e desenvolvimento cerebral, conta que é possível diagnosticar bebês com autismo porque eles prestam atenção ao ambiente de forma diferente, enquanto não se atentam às pessoas. "Essa é a primeira vez que somos capazes de fazer esse tipo de avaliação usando apenas um smartphone ou um tablet. O estudo serviu como prova e estamos muito encorajados", diz a pesquisadora comemorando a conquista.

Imagem: Reprodução/Freepik

Os filmes desenvolvidos para o aplicativo foram projetados especialmente para conseguir detectar para onde a atenção da criança é guiada. Entre os filmes, por exemplo, estão imagens de uma mulher alegre que rodopia de um lado da tela, enquanto um objeto que ela segura domina o outro lado. Crianças que não estão no espectro do autismo observaram com atenção toda a tela, mas focando mais na pessoa.

Já as crianças que posteriormente foram diagnosticadas com o autismo se concentraram mais no lado da tela que apresenta um objeto. Essas diferenças nos padrões são cruciais para o diagnóstico precoce da condição, que pode facilitar o descobrimento das mudanças que precisarão ser feitas o quanto antes na rotina da família para o bem-estar da criança.

O uso do rastreamento ocular já havia sido usado anteriormente para o diagnóstico do autismo, mas é a primeira vez em que não é preciso de um equipamento especial para isso. "É incrível o quão longe chegamos para conquistar essa habilidade de rastrear o olhar fixo usando um dispositivo comum que muitas pessoas têm no bolso", conta o principal autor do estudo, Zhuoqing Chang.

Para ler o artigo científico completo, clique aqui.

Fonte: DukeHealth

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