China começa a fazer teste anal para identificar casos graves de COVID-19

Por Natalie Rosa | 27 de Janeiro de 2021 às 14h00
Vesna Harni/Pixabay

Na cidade de Pequim, na China, o diagnóstico da COVID-19 começou a ser feito através de amostras retais, um novo tipo de exame que permite a detecção do vírus de forma mais precisa. De acordo com a televisão estatal CCTV, esses novos exames estariam reservados para casos de alto risco de infecção, mas já existem relatos de que algumas pessoas se surpreenderam por precisarem fazê-lo.

O teste anal consiste no uso de um cotonete, o já conhecido swab que é usado para coletar muco nasal. No caso, a haste é inserida no reto, com pouco mais de 1 cm de profundidade. Entre as pessoas que precisaram fazer o teste com o cotonete de forma anal estavam passageiros que desembarcaram em Pequim, residentes de centros de quarentena, além de mais de mil alunos de escolas e professores que possam ter se exposto ao coronavírus.

Imagem: Reprodução/Ewa Urban/Pixabay 

Segundo Li Tongzeng, médico diretor do departamento de doenças respiratórias e infecciosas do hospital You An, em Pequim, os swabs retais trazem mais precisão na hora de diagnosticar a presença do SARS-CoV-2 no organismo do que os nasais. A justificativa, de acordo com estudos, é que o vírus permanece por mais tempo no ânus ou em excrementos do que no trato respiratório, sendo ideal para diagnosticar a doença em sua forma leve ou assintomática.

A nova forma de diagnóstico da COVID-19 surge junto a outras medidas de prevenção da doença no país, que vem presenciando surtos em diferentes localidades. A China vem ainda fazendo lockdown em determinadas cidades e províncias, e colocando pessoas que estão desembarcando em aeroportos em períodos de quarentena.

Fonte: Forbes

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