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Célula do sistema nervoso pode ser ponto-chave do Alzheimer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Agosto de 2023 às 18h11

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iLexx/envato
iLexx/envato

Segundo artigo publicado na revista Nature Aging, nos pacientes diagnosticados com Alzheimer, uma célula chamada micróglia tende a ficar em estado pré-inflamatório e menos propensa a ser protetora, o que pode contribuir para a progressão da condição neurodegenerativa.

Micróglias ajudam a manter nosso cérebro saudável, eliminando resíduos e preservando a função cerebral. Elas também “podam” as sinapses durante o desenvolvimento, o que ajuda a moldar os circuitos para que o cérebro funcione bem.

Em pessoas com Alzheimer, algumas micróglias respondem com demasiada força e podem causar inflamação que contribui para a morte das células cerebrais. Para aprofundar o papel dessa célula na doença em questão, os neurocientistas usaram amostras de autópsias cerebrais de 22 pessoas — 12 com Alzheimer e 10 saudáveis.

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As micróglias nos cérebros desses pacientes mostravam menos capacidade de exercer sua influência na limpeza de células mortas e resíduos e na promoção do envelhecimento saudável do cérebro.

Descobertas sobre a micróglia

Os cientistas também acham que a microglia pode mudar de tipo ao longo do tempo, e acompanhar essas mudanças pode ajudar a entender como essas células contribuem para o Alzheimer. “Neste momento, não podemos dizer se a micróglia causa a doença ou se é a doença que muda o seu comportamento”, refletem os pesquisadores.

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“Agora que determinamos os perfis genéticos destas micróglias, podemos tentar descobrir exatamente o que estão a fazer e, esperançosamente, identificar formas de mudar os seus comportamentos que podem contribuir para o Alzheimer”, completa a equipe.

O que pode causar o Alzheimer?

Alzheimer ainda é uma doença muito enigmática. Os especialistas tentam, a todo custo, entender a sua causa para que assim se possa chegar a um tratamento eficiente e preciso. A doença pode ter relação até mesmo com o excesso de frutose no cérebro.

Em 2021, um estudo publicado no Journal of Proteome Research relacionou o Alzheimer à habilidade das células de fazer a autofagia — processo natural no qual elas consomem e desintegram suas proteínas, reciclando os materiais. À medida que esse processo enfraquece, há acúmulo desses componentes durante longos períodos no cérebro, o que causa perda de memória e alterações de personalidade associadas à demência.

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Já em 2022, especialistas da Leonard Davis School of Gerontology (EUA) ressaltaram a importância de uma microproteína chamada SHMOOSE no risco de contrair Alzheimer. Essa pequena proteína é codificada por um gene que existe dentro da mitocôndria da célula, e uma mutação está associada a um aumento de 30% no risco de desenvolver a doença.

Fonte: Nature Aging, Science Alert