Butantan volta a produzir novas doses da CoronaVac

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 27 de Maio de 2021 às 14h50
Maksim Goncharenok/ Pexels

Na madrugada desta quinta-feira (27), o Instituto Butantan voltou a envasar novas doses da vacina CoronaVac contra o coronavírus SASR-CoV-2. A retomada das atividades de produção contra a COVID-19 só foi possível após o recebimento de um novo carregamento com 3 mil litros de insumos, importado da China.

Desde o dia 14 de maio, a fábrica do Butantan foi totalmente paralisada, enquanto se esperava o envio de mais Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção de novas doses da CoronaVac contra o coronavírus. No entanto, o lote da biofarmacêutica Sinovac atrasou e chegou apenas na terça-feira (25).

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Butantan retoma produção da CoronaVac com 3 mil litros de IFA que foram recebidos (Imagem: Reprodução/ Diana Polekhina/Unsplash)

Vale explicar que a produção de novas doses não é imediata, a partir do recebimento do IFA. Isso porque é necessário respeitar uma série de protocolos que garantem a qualidade do produto, como uma avaliação sobre a potencial variação de temperatura do lote durante a viagem.

Impactos da paralisação do Butantan

Essa paralisação causou desabastecimento da vacina CoronaVac em inúmeras cidades pelo país. Segundo apuração do G1, pelo menos 18 estados registraram pontos em que foi preciso interromper a vacinação com a segunda dose por falta do imunizante contra a COVID-19.

Agora, a fábrica do Butantan poderá retomar os processos de envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade da CoronaVac. No total, os 3 mil litros de IFA garantirão que 5 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 sejam entregues para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), coordenado Ministério da Saúde. Essas novas doses devem ser entregues em até 14 dias, segundo estimativa do governo de São Paulo.

Atrasos no recebimento do IFA também já foram responsáveis pelo atraso na produção de doses da vacina Covishield (Oxford/AstraZeneca), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para contornar a questão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o Brasil deve assinar, nos próximos dias, o contrato de Encomenda Tecnológica com a farmacêutica inglesa AstraZeneca. Através do acordo, a Fiocruz terá autonomia para produzir o insumo de forma 100% nacional.

Fonte: G1  

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