Brasil deve fechar acordo para produção nacional de insumo para vacinas

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 26 de Maio de 2021 às 19h30
_Tempus_/Envato

Nesta quarta-feira (26), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o Brasil deve assinar, nos próximos dias, o contrato de Encomenda Tecnológica com a farmacêutica inglesa AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina Covishield contra a COVID-19. Com este acordo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) poderá fabricar, com 100% de autonomia, o imunizante contra o coronavírus SARS-CoV-2 no país.  

Segundo o ministro Queiroga, a previsão é que o acordo de transferência de tecnologia para a produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) —  a matéria-prima da vacina contra a COVID-19 —  seja assinado na próxima terça-feira (1) e, dessa forma, será possível acelerar o ritmo da imunização contra o coronavírus em todo o país.

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Brasil deve assinar acordo para transferência de tecnologia da vacina Covishield na próxima semana (Imagem: Reprodução/ABBPhoto/envato)

Meta é vacinar população brasileira até o final de 2021

“Com as articulações realizadas pelo Ministério da Saúde será possível, com o empenho de todos, vacinar a população brasileira acima de 18 anos até o final de 2021. Essa é a nossa esperança, esse é o nosso compromisso”, afirmou o ministro, durante audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

Sem o acordo para a produção do IFA nacionalmente, a previsão de vacinas contra a COVID-19 costuma ser recalculada constantemente, já que atrasos no envio da matéria-prima da China atrasam todo o cálculo. Este é o caso da previsão para o mês de junho, por exemplo. Serão entregues 41,9 milhões de doses de imunizantes, mas inicialmente a estimativa era 12 milhões de doses a mais.

Dessa forma, a Saúde distribuirá no próximo mês as seguintes quantidades de imunizantes: 20,9 milhões de doses da Covishield (Oxford/AstraZeneca/Fiocruz); 12 milhões da Pfizer/BioNTech; 5 milhões da CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan); e 4 milhões da Covishield, importadas prontas através do consórcio COVAX Facility, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Estamos tentando ainda antecipar dois lotes de IFA da AstraZeneca, previstos para o dia 20 de junho. Se conseguirmos, acredito que vamos voltar para o número inicialmente previsto de doses para junho”, destacou o ministro sobre os trabalhos da Saúde para acelerar a imunização dos brasileiros. Desde o início da vacinação nacional em janeiro, o Brasil já imunizou 19,1 milhões de forma completa, ou seja, com as duas doses de um imunizante.

Fonte: Agência Brasil  

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