Butantan estuda possível aplicação de uma terceira dose da CoronaVac

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 13 de Abril de 2021 às 16h35
microgen/Envato

Na última segunda-feira (12), de acordo com um preprint que avaliou a eficácia da CoronaVac, pesquisadores concluíram que a vacina apresenta eficácia de 50,7% para casos sintomáticos, chegando a 62,3% de eficácia sob um intervalo superior a 14 dias entre as duas doses. E nesta semana o Butantan trouxe à tona uma possibilidade até então inédita: a necessidade de uma terceira dose.

Quem levantou olhares para essa possibilidade foi o diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios. Segundo ele, há estudos em torno dessa questão.  "Existem grandes preocupações sobre como melhorar a duração da resposta imune, e uma das alternativas que tem sido considerada é uma dose de reforço, seja com a própria CoronaVac, seja com outros imunizantes", afirmou o diretor.

Além do estudo mencionado pelo diretor médico de pesquisa clínica, também existe um estudo voltado para a possibilidade de uma combinação de imunizantes com a própria ButanVac (uma vacina que atualmente está sendo desenvolvida pela instituição, que espera a aprovação da Anvisa para realizar testes em humanos). "Possivelmente a combinação dessas vacinas conseguirá melhorar a duração da resposta imune, dar um reforço adicional", reiterou Palacios.

Instituto Butantan estuda possível aplicação de uma terceira dose da vacina contra a COVID-19 CoronaVac (Imagem: Rawpixel)

Palacios reforçou a recomendação médica aos serviços de saúde sobre o intervalo de 28 dias entre as doses da CoronaVac, sendo que antes o intervalo recomendado entre as doses era de 14 dias.

Em entrevista ao Canaltech em janeiro deste ano, o Dr. Bernardo Almeida — médico infectologista e Chief Medical Officer do laboratório de análises clínicas Hilab — esclareceu que a CoronaVac é "uma vacina para SARS-CoV-2 constituída por vírus inativado. É uma metodologia bastante consolidada para outras doenças como a poliomielite e a influenza. O vírus composto na vacina é incapaz de gerar infecção, pois está morto. Porém, é capaz de gerar resposta imune semelhante à infecção, gerando proteção ao indivíduo quando houver exposição futura ao vírus", e que "a segunda dose é capaz de amplificar a resposta imune, aumentando a eficácia da vacinação. Além disso, provavelmente aumenta o prazo de imunidade ao longo do tempo". 

Fonte: CNN

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