Brasil registra três mortes por COVID-19, segundo operadora privada de saúde

Por Fidel Forato | 18 de Março de 2020 às 16h22
Mark Schiefelbein/ AP

A Prevent Senior, operadora de saúde da rede privada, registrou ontem (17) o primeiro óbito por COVID-19 no Brasil, dentro da cidade de São Paulo. Hoje (18), ela atualizou, via redes sociais, que mais duas mortes aconteceram em decorrência do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em suas instalações.

Ambos os pacientes estavam internados desde o dia 15 de março, no Hospital Sancta Maggiore Paraíso, em São Paulo. Um dos casos era de uma pessoa com 65 anos, com comorbidade, ou seja, condições pré-existentes que aumentam a gravidade da infecção. Já o outro óbito era de paciente com 80 anos, sem doenças pre-existentes.

Rede de saúde privada registra 36 casos positivos para COVID-19, sendo oito deles colaboradores (Imagem: iStock)

Quanto as internações, são 55 pacientes tratados com o protocolo da COVID-19, ou seja, o atendimento é idêntico ao dos casos confirmados da doença, mesmo que ainda aguardem os resultados dos exames. Do total, 26 pessoas estão internadas na UTI, sendo 12 positivas para a infecção e outras 14 aguardando confirmação laboratorial. Dentre os números gerais de internados, oito são de colaboradores da própria operadora de saúde e já foram confirmados para a COVID-19.    

A rede já realizou 365 exames que testam para a COVID-19, e por enquanto, há o resultado de 95 pacientes, dos quais 36 testaram positivos para a infecção e outros 59 foram negativos. 

Em vídeo postado nas redes sociais, na segunda-feira (15), o CEO da Prevent Senior, Fernando Parrillo, alerta: "Infelizmente, essas duas semanas que se seguirão serão muito importantes para a gente entender o nível do que está acontecendo em todo o país, e vai dar tempo de se contabilizar todos esses casos. Ao ver uma diminuição ou estagnação desse processo, talvez, a gente consiga voltar a uma vida mais normal, mas são três meses, 90 dias de muita tensão".

Além de chamar por uma "consciência nacional", Parrillo ainda conclui: "Então, minha sugestão é: sigam os conselhos dos governos, tanto federal quanto estadual e municipal, e levem a sério o que está sendo dito. Não é uma gripe qualquer; se espalha muito rápido e nós temos que ter recursos suficientes, tanto do público quanto do privado, para cuidar de todo mundo".

Fonte: Prevent Senior

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