Atraso na entrega da vacina da Janssen não afetará imunização em SP

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 18 de Junho de 2021 às 20h40
Garakta-Studio/envato

Para acelerar a vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2 no Brasil, o Ministério da Saúde aguardava o recebimento das primeiras 3 milhões de doses da vacina da Janssen  — braço farmacêutico da Johnson & Johnson — para esta semana. O envio seria um adiantamento do contrato. No entanto, a importação foi adiada e ainda não há um prazo para o novo recebimento dos imunizantes contra a COVID-19. Segundo o governo de São Paulo, o atraso não afetará o cronograma.

Dessa forma, o compromisso de vacinar toda a população adulta do estado de São Paulo até o dia 15 de setembro, com pelo menos a primeira dose de um imunizante contra a COVID-19, está mantido. Segundo Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, quando o cronograma foi elaborado, só se previa o recebimento das entregas da Janssen a partir de setembro, conforme foi firmado no contrato. Dessa forma, o adiantamento seria um benefício extra ao calendário.

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Estado de SP seguirá com calendário de imunização, mesmo com atraso no envio da vacina da Janssen (Imagem: Reprodução/Rawf8/Envato)

“Nós já tínhamos uma ideia de que isso iria acontecer como em várias entregas do Ministério da Saúde, do Programa Nacional de Imunização, que não se cumpriram”, afirmou. “Queremos muito essa vacina, é importante, mas não atrasaremos por conta de mais uma não entrega do Ministério da Saúde”, completou a coordenadora.

Inclusive, uma das vantagens da vacina da Janssen é a sua aplicação de dose única, ou seja, os imunizados não precisarão retornar para completar o processo. Nesse caso, uma única dose valeria por duas dos imunizantes em aplicação hoje, como a CoronaVac, a Covishield (AstraZeneca/Oxford) e a da Pfizer/BioNTech.

A afirmação de que o atraso no envio da Janssen não comprometerá a meta do estado foi feita, nesta sexta-feira (18), no Instituto Butantan. Mais cedo, o governo paulista e o instituto anunciaram a entrega mais 2,2 milhões de doses da CoronaVac ao PNI, do Ministério da Saúde. No total, 52,2 milhões de doses do imunizante contra a COVID-19 já foram enviados para o programa.

Fonte: Folha de S. Paulo  

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