Atletas das Olimpíadas de Tóquio devem receber vacinas da Pfizer contra COVID-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 07 de Maio de 2021 às 16h10
Bryan Turner / Unsplash

No combate à pandemia, países enfrentam uma série de dificuldades para imunizar as pessoas contra o coronavírus SARS-CoV-2, como a falta de doses dos imunizantes. Nesse cenário, também entram os atletas que irão participar dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020, a partir de julho deste ano. Para garantir a proteção dos esportistas e das delegações, a farmacêutica norte-americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech anunciaram, na quinta-feira (6), que doarão doses das vacinas contra a COVID-19. 

Responsáveis pelo desenvolvimento da vacina Pfizer/BioNTech contra a COVID-19, as empresas assinaram um documento com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para oficializar as doações. Agora, o COI e os desenvolvedores devem se reunir com os Comitês Olímpicos Nacionais (CONs), em todo o mundo, para entender e atender os países com a necessidade local de doses de vacina para a participação das delegações nacionais nas Olimpíadas. 

Pfizer e BioNTech anunciaram doações de vacinas contra a COVID-19 para os atletas e as delegações olímpicas (Imagem: Reprodução/Kyle Dias /Unsplash)

Segundo o comunicado, a entrega das doses iniciais das vacinas contra a COVID-19 às delegações participantes está prevista para começar no final de maio. A ideia é que as delegações participantes recebam a segunda dose antes da chegada a Tóquio. Em outras palavras, o desejo é que todos os envolvidos já tenham anticorpos contra o coronavírus durante as partidas. 

Vale ressaltar que esta doação de doses de vacinas contra o coronavírus não afetará o abastecimento de outros países com contratos de fornecimento já assinados. Inclusive, ontem, o Brasil anunciou mais um contrato com a farmacêutica Pfizer para obter 100 milhões de doses até o final de 2021.

Olimpíadas podem ser uma grande campanha pela imunização contra a COVID-19

Por mais que as vacinas da Pfizer/BioNTech estejam disponíveis para os participantes, tanto o COI quanto o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) afirmam que a imunização não é obrigatória para que os atletas integrem os Jogos Olímpicos e Paralímpicos e que qualquer programa de vacinação deve ser realizado respeitando integralmente as prioridades nacionais de vacinação.

No entanto, o ato de atletas se vacinarem contra a COVID-19 pode ser visto como uma grande campanha internacional pelo combate à pandemia. “Estamos convidando os atletas e as delegações participantes dos próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos a dar o exemplo e aceitar a vacina onde e quando possível. Ao tomar a vacina, eles podem enviar uma mensagem poderosa de que a vacinação não é apenas uma questão de saúde pessoal, mas também de solidariedade e consideração pelo bem-estar de outras pessoas em suas comunidades", afirmou o presidente do COI, Thomas Bach, em nota. 

“O retorno dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos representa um momento monumental de unidade e paz mundial após um ano exaustivo de isolamento e devastação. Estamos orgulhosos de desempenhar um papel no fornecimento de vacinas para atletas e delegações olímpicas nacionais”, destacou o CEO da Pfizer, Albert Bourla.

Fonte: BioNTech  

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