5 conselhos que quem já se vacinou contra COVID-19 deve escutar

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Maio de 2021 às 16h30
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Deve ser uma sensação de alívio receber a segunda dose de uma vacina contra a COVID-19 e poder pensar que se está finalmente protegido contra o coronavírus SARS-CoV2, que já levou mais de 411 mil brasileiros ao óbito, segundo acompanhamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). No entanto, mesmo quem já completou sua imunização precisa manter uma série de cuidados e não deve cometer alguns erros.

Após a primeira dose, o sistema imunológico do indivíduo ainda não está preparado para combater uma eventual infecção com força máxima. Alguma resposta, ainda baixa, só começará a ser formada após algumas semanas, dependendo do imunizante. Em outras palavras, uma única aplicação pode não ser suficiente para proteger uma pessoa das formas mais graves da COVID-19.

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Quem recebeu as doses da vacina contra a COVID-19 deve manter todos os cuidados ainda (Imagem: Reprodução/Ali Raza/Pixabay)

Isso porque a maior capacidade protetora de uma vacina só deve se desenvolver após duas semanas da segunda dose. Nesse momento, anticorpos neutralizantes — aqueles que são capazes de barrar a entrada do coronavírus nas células saudáveis — já estão sendo produzidos. Para a vacina Covishield (Oxford/AstraZeneca), a taxa de eficácia — o índice de redução de risco de contágio aferido em ensaio clínico — é de 62%. No caso da CoronaVac, a média é 50,7%.

A seguir, confira 5 conselhos que aqueles que já se vacinaram contra a COVID-19 deveriam seguir:

1. Não há proteção de 100% contra a COVID-19, nem após a segunda dose

Até o momento, nenhuma vacina aprovada contra a COVID-19 no Brasil — e no mundo — apresentou uma eficácia de 100%. Nesta lista, entram a CoronaVac e a Covishield, mas também podem ser incluídas as fórmulas da Pfizer/BioNTech, a da Moderna e a Sputnik V, por exemplo. Afinal, uma vacina totalmente esterilizante é muito difícil de ser desenvolvida.

Se uma vacina que impede qualquer manifestação da doença é muito difícil de se obter, é válido se questionar qual a função de um imunizante. De forma geral, as vacinas devem reduzir os riscos da evolução da COVID-19 para os casos mais graves, em que há hospitalização, internação em UTI, ou até mesmo óbitos. Em outras palavras, elas são adotadas para diminuir a probabilidade de um paciente se contaminar e ter complicações, o que é algo muito significativo no contexto da atual pandemia.

Quando a taxa geral de eficácia é calculada em 62%, isso significa que uma pessoa vacinada tem 62% menos chances de se contaminar, quando é comparada com aquelas que não se vacinaram com as duas doses. No entanto, o risco da infecção ainda existe e há casos, inclusive, de óbito nestes grupos.

2. Pessoas imunizadas podem transmitir o coronavírus

Mesmo com as duas doses, as vacinas em uso contra a COVID-19 podem não evitar casos assintomáticos, ou seja, é possível que a transmissão do coronavírus continue. Nesse sentido, é possível que a pessoa seja uma transmissora da doença, mesmo que de forma acidental.

No caso brasileiro, a cobertura vacinal dos imunizantes contra o coronavírus ainda é baixa para os grupos de risco, o que reforça a importância de se manter todos os cuidados, independentemente de quem recebeu vacina ou não. Mais de 60% da população brasileira precisaria ser imunizada para que os riscos da infecção diminuíssem, de forma coletiva.

De acordo com dados divulgados na terça-feira (4) pelo consórcio de veículos de imprensa, a segunda dose já foi aplicada em 16.723.761 pessoas, o que equivale a 7,90% da população do país.

3. Manter o usar máscaras de proteção

Máscaras devem ser usadas para a proteção contra o coronavírus mesmo por quem já se vacinou (Imagem: Reprodução/Victor He/ Unsplash)

Como ainda existem riscos em relação ao coronavírus, mesmo para as poucas pessoas imunizadas, as próximas recomendações reforçam as principais medidas contra a COVID-19, como o uso de máscaras protetoras. Nesses casos, ainda não é recomendado sair de casa sem a máscara, principalmente quando se frequenta lugares fechados e com baixa circulação de ar, como o escritório do trabalho ou durante a viagem no transporte público.

4. Higienizar as mãos com a mesma frequência 

Outro fator de proteção muito importante contra a COVID-19 e inúmeras doenças respiratórias, como a gripe, é higienizar as mãos com frequência. Aqui, vale tanto usar o álcool em gel 70%, quando se estiver na rua, quanto usar a água e sabão. O hábito impede diferentes tipos de contaminações além das virais, como conjuntivites.

5. Se isolar, caso contraia a COVID-19

Mesmo quem está totalmente imunizado contra a COVID-19, ainda pode desenvolver a doença em formas mais leves e transmiti-la. Por isso, qualquer pessoa que receba um diagnóstico positivo para a infecção deve respeitar o isolamento recomendado. Isso porque a maioria dos países, incluindo o Brasil, ainda enfrenta a pandemia e controlar as transmissões é uma prioridade para salvar vidas.

Fonte: Com informações: CNN, G1 e Conass   

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