Anvisa faz alerta sobre prevenção de infecções fúngicas

Anvisa faz alerta sobre prevenção de infecções fúngicas

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 15 de Junho de 2021 às 20h40
felipecaparros/envato

Na última segunda-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou orientações para vigilância, identificação, prevenção e controle de infecções fúngicas invasivas em pacientes com COVID-19 internados em serviços de saúde.  

As orientações reforçam a necessidade da adoção de medidas preventivas e recomenda o monitoramento dessas infecções por meio de ações de vigilância nos serviços. Isso porque os sintomas de algumas doenças fúngicas podem ser semelhantes aos da COVID-19, como febre, tosse e falta de ar. Com isso em mente, é necessário o teste laboratorial para determinar se o paciente apresenta deterioração clínica progressiva apenas devido ao Sars-CoV-2 e suas complicações, ao fungo ou ambos.  

Uma das infecções fúngicas apontadas nas orientações da Anvisa é a mucormicose, que, por fazer com que os tecidos infectados fiquem pretos, são erroneamente descritos como “fungo negro”. Nos últimos meses, foi observado um aumento nas notificações de casos associados à COVID-19, principalmente na Índia. No Brasil, já houve registros no Amazonas, em Santa Catarina, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. 

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mucormicose, conhecida como fungo negro (Imagem: Alex Gruber/Unsplash)

"É importante salientar que não é esperado que a mucormicose assuma no Brasil a mesma proporção observada na Índia. Antes mesmo do advento da COVID-19, os indianos já registravam taxas de incidência de mucormicose cerca de 70 vezes maior que no restante do mundo", ressalta o Anvisa.

Os documentos também abordaram outras infecções fúngicas invasivas, como a aspergilose pulmonar e a candidíase, frequentes em pacientes com quadros graves de COVID-19, associadas ao agravamento do quadro clínico e a mortes.

Fonte: Anvisa

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