Anvisa e USP conversam sobre futuro da vacina em spray contra covid-19

Anvisa e USP conversam sobre futuro da vacina em spray contra covid-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 20 de Outubro de 2021 às 13h50
astrakanimages/envato

Na terça-feira (19), os agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se encontraram com pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo do encontro foi discutir as próximas etapas do desenvolvimento da vacina, em forma de spray, contra covid-19. A expectativa é que esta seja uma vacina brasileira contra o coronavírus SARS-CoV-2 de segunda geração.

"Durante a reunião, a Agência conheceu o projeto e encaminhou orientações aos desenvolvedores da vacina em relação aos parâmetros técnicos e formatos de estudos esperados pela Anvisa para este tipo de produto", explicou a agência, em nota.

Vacina em spray da USP contra a covid-19 está em desenvolvimento (Imagem: Reprodução/Astrakanimages/Envato Elements)

Vacina brasileira em spray está em estudos pré-clínicos

Vale explicar que a potencial vacina brasileira contra a covid-19 é desenvolvida por membros do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da FMUSP. Por enquanto, a pesquisa está no estágio pré-clínico, ou seja, nas etapas de laboratório e de testes com animais.

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Segundo a Anvisa, "ainda não há previsão de solicitação de autorização para os estudos clínicos com pessoas". Isso significa que os pesquisadores da USP ainda avaliam e investigam os efeitos do imunizante em etapas mais iniciais do processo.

No entanto, o encontro ocorreu porque os cientistas adotaram o método de "submissão contínua de desenvolvimento clínico de vacinas", o que demanda reuniões e compartilhamentos de informações regulares com a agência.

A ideia desses encontros é "possibilitar a análise preliminar das informações referentes ao projeto de desenvolvimento dos imunizantes. Com esses dados, é possível agilizar um posterior pedido de autorização de ensaio clínico da vacina", detalhe a Anvisa.

Fonte: Anvisa  

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